Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 20 mai, 2026
A+ / A-

D. Américo Aguiar contesta portagens na Ponte 25 de Abril: "Deve ser inconstitucional, no mínimo”

24 jun, 2025 - 17:15 • Ecclesia

O cardeal e bispo de Setúbal considera que "está em causa a coesão territorial e social"

A+ / A-

“Eu sou do Porto e, portanto, acho muito estranho que, passados mais de 60 anos, quem mora na Margem Sul tenha que pagar para ir à outra margem”, disse D. Américo Aguiar, esta manhã, numa cerimónia no Museu da Cidade de Almada.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

Segundo informação enviada à Agência ECCLESIA, pela Diocese de Setúbal, o bispo sadino, que foi condecorado com a Medalha da Cidade de Almada, considerou que a cobrança de portagens na Ponte 25 de Abril “deve ser inconstitucional, no mínimo”, realçando que não vê “cidadãos de outra região do país que tenham que pagar para entrar na capital”.

“Não vejo, não conheço. Somos os únicos”, acrescentou, e alertou que “está em causa a coesão territorial, a coesão social”.

D. Américo Aguiar alertou que “tem cada vez mais peso no rendimento e no orçamento das famílias” o crescente peso das portagens na Ponte 25 de Abril, “30 dias ou 30 passagens, ou 40 passagens na ponte para ir trabalhar, para ir estudar, para ir ao médico”.

A Diocese de Setúbal salienta que a intervenção de D. Américo Aguiar acontece no 31.º aniversário do bloqueio da Ponte 25 de Abril, contra a cobrança de portagens, realizado no dia 24 de junho de 1994.

“Consta que nos anos 60, no outro regime, estava previsto acabarem as portagens nos anos 80; sei que hoje há 31 anos a Ponte 25 de Abril estava bloqueada, lembram-se, mas o problema mantém-se”, indicou o cardeal português, no discurso de agradecimento pela distinção recebida do Município de Almada.

A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, destacou a importância da presença do responsável católico, referindo que “foi muito desejado enquanto bispo de Setúbal”.

Nomeado a 21 de setembro de 2023, D. Américo Aguiar tomou posse como quarto bispo de Setúbal no dia 26 de outubro, depois de um período em que a diocese esteve em sede vacante, desde março de 2022.

“No dia da cidade, celebramos reconhecimento e gratidão, pois Almada é território de muitos”, referiu Inês de Medeiros, no Museu da Cidade de Almada, onde foram também agraciados outras entidades e pessoas da Diocese de Setúbal, como o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, na Costa da Caparica, e Ana Luísa Caixas, do Centro Social e Paroquial Padre Ricardo Gameiro, na Cova da Piedade.

O cardeal D. Américo Aguiar recebeu o presidente da Associação de Utentes da Ponte 25 de Abril, Aristides Teixeira, em audiência, esta segunda-feira, informou a Diocese de Setúbal na sua conta na rede social Facebook.

Ouvir
  • Noticiário das 16h
  • 20 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

  • Sara
    24 jun, 2025 Lisboa 17:51
    Muito bem, os que moram na margem sul são considerados cidadãos de segunda, se querem ir a um hospital, por que o Garcia da orta já rebentou pelas costuras há muito tempo, tem que pagar portagem, se querem ir trabalhar tem que pagar portagem, e ainda estar em filas intermináveis,não , não o comboio também já não serve, segurança na margem sul, não existe, continuem a votar na mesma, que não conhecia nada de Almada só arranjou um tacho fabricado pelo ps
  • António Pena
    24 jun, 2025 Fundão 17:05
    Fui morador em Almada. É pena só agora ver alguém a dizer o óbvio. "Só os residentes na margem sul do Tejo têm de pagar para entrar em Lisboa", os restantes têm alternativas gratuitas.

Vídeos em destaque