24 jun, 2025 - 15:55 • Ana Catarina André
O Patriarcado de Lisboa anunciou, esta terça-feira, que o padre Duarte Empis de Andrade e Sousa terá uma nomeação no próximo ano pastoral. O sacerdote de 39 anos estava preventivamente afastado de funções pastorais há três anos, na sequência de uma troca de mensagens consideradas “inapropriadas” com jovens do ensino secundário.
O caso remonta a 2022 e, segundo o Patriarcado de Lisboa, foi o próprio que participou a situação à Igreja, tendo mostrado “arrependimento” e vontade de “reparar” a sua conduta.
Em comunicado enviado à Renascença, o Patriarcado recorda que os processos, civil e canónico, foram arquivados em 2022 e garante ter cumprido “os protocolos adequados” neste tipo de casos, tendo “encaminhado [o mesmo] para a Comissão Diocesana de Proteção de Menores que, por sua vez, o remeteu para as autoridades civis e para o Dicastério da Doutrina da Fé”.
“O Patriarcado reafirma que, embora não tendo sido delito, as mensagens foram, porém, inapropriadas, e lamenta o desconforto causado aos alunos e suas famílias”, lê-se na nota, que acrescenta que, ao longo do processo, o padre Duarte Empis de Andrade e Sousa “acolheu com total abertura o apoio psicológico, espiritual e pastoral que lhe foi oferecido”.
Mensagens com “linguagem inapropriada” levaram Pat(...)
“O Patriarcado reafirma que, embora não tendo sido delito, as mensagens foram, porém, inapropriadas, e lamenta o desconforto causado aos alunos e suas famílias”, lê-se na nota, que acrescenta que, ao longo do processo, o padre Duarte Empis de Andrade e Sousa “acolheu com total abertura o apoio psicológico, espiritual e pastoral que lhe foi oferecido”.
"Por tudo isto, o sacerdote receberá novamente nomeação pastoral. O Patriarcado de Lisboa reitera o compromisso de oferecer contextos seguros de promoção humana", conclui o comunicado.
Ordenado em 2012, o sacerdote era pároco do Alto do Lumiar, em Lisboa, e exercia funções de assistente espiritual no Colégio de S. Tomás, na altura em que o caso se tornou público.