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Igreja

Pastoral dos Ciganos reforça "apelo à justiça social e à igualdade de oportunidades"

24 jun, 2025 - 16:29 • Ecclesia

Mensagem a propósito do Dia Nacional do Cigano alerta para dificuldades ainda hoje enfrentadas e defende importância da inclusão da comunidade no processo sinodal

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A Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos (ONPC) publicou esta terça-feira uma mensagem a assinalar o Dia Nacional do Cigano, que se comemora neste dia, aproveitando para “reforçar o apelo à justiça social e à igualdade de oportunidades”.

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“É também um momento propício à reflexão sobre os desafios que continuam a afetar estas comunidades. Historicamente marginalizados e muitas vezes esquecidos, os ciganos enfrentam ainda hoje discriminação, preconceito e exclusão em diferentes áreas da vida social”, pode ler-se na mensagem enviada à Agência ECCLESIA, assinada pelo diretor da ONPC, Hélder Afonso.

O responsável escreve que a comunidade cigana possui uma “identidade cultural, espiritual e humana que merece ser reconhecida, valorizada e acolhida”, salientando que “importa, por isso, reafirmar o compromisso com uma sociedade onde todas as comunidades possam viver com dignidade, justiça e participação plena”.

“Com mais de cinco séculos de presença no nosso país, os ciganos são parte integrante da história nacional. A sua caminhada, marcada por resiliência e coragem, é expressão de uma herança que enriquece a diversidade e contribui de forma valiosa para o nosso património comum”, destaca a ONPC, organismo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Hélder Afonso salienta que a “Igreja Católica, fiel ao Evangelho e à fraternidade universal, tem procurado ser sinal de acolhimento, proximidade, comunhão e diálogo”.

“Por meio da ação pastoral e da escuta atenta, com o coração atento e a presença fraterna, tem acompanhado as comunidades ciganas, promovendo a sua integração com absoluto respeito pela sua identidade, cultura e valores próprios”, refere.

Evocando a homilia de Leão XIV na Missa Inaugural do pontificado, a 18 de maio, em que expressou o desejo de “uma Igreja unida, sinal de unidade e comunhão”, Hélder Afonso assinalou que “estas palavras são também um encorajamento à comunidade cigana, convidando-a a fazer parte ativa de um caminho comum de fé e de fraternidade”.

O responsável da ONPC fez alusão ainda ao tempo sinodal, em que a Igreja se abre à escuta e à participação de todo o Povo de Deus, apontando que “é essencial que as comunidades ciganas sejam incluídas e valorizadas neste caminho comum”.

“Ouvi-las e envolver os seus membros é reconhecer a sua dignidade e corresponsabilidade na vida da Igreja. Mais do que um gesto simbólico, trata-se de construir uma Igreja verdadeiramente universal e inclusiva, onde todos têm lugar e podem contribuir ativamente”, manifestou.

Na mensagem, a ONPC contextualiza que o Dia Nacional do Cigano celebra-se, em Portugal, a 24 de junho, data em que a Igreja assinala também a festa de São João Batista, “santo de especial devoção entre os ciganos portugueses”.

O diretor da ONPC evoca também “com especial reverência, o Beato Zeferino Giménez Malla — homem simples, justo e pacificador — que serviu com entrega as comunidades ciganas”, esperando que o seu testemunho “inspire a construir caminhos de paz, diálogo e fraternidade vivida em gestos concretos”.

“Neste dia, que a sua memória ilumine todos os que acompanham e servem as comunidades ciganas. Que o respeito mútuo, a inclusão e a construção de pontes continuem a ser sinais de uma verdadeira fraternidade sinodal, onde ninguém é deixado para trás”, concluiu.

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