09 jul, 2025 - 12:16 • Ângela Roque
Morreu aos 43 anos o padre Adelino Manuel Dias Ferreira, ao serviço no Patriarcado de Lisboa. O sacerdote foi vítima de ataque cardíaco na terça-feira, 8 de julho, quando participava numa atividade com escuteiros no campo internacional de Kandersteeg, na Suiça, refere um comunicado da congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos), à qual pertencia.
Natural de Massarelos, na diocese do Porto, onde nasceu a 26 de setembro de 1981, o padre Adelino era membro dos Dehonianos desde 21 de setembro de 2000.
Entre 2002 e 2004 interrompeu os estudos na Universidade Católica Portuguesa para fazer o estágio de vida religiosa em Fânzeres, Gondomar, onde colaborou como educador do seminário menor.
Foi ordenado diácono em 2008, na Sé do Porto, pelo então bispo da diocese D. Manuel Clemente, e padre em 2009, na Igreja Paroquial de Santo André de Esgueira, em Aveiro, por D. António Francisco dos Santos.
Desde 2019 que era membro da comunidade dehoniana da Casa de Santa Maria, no Forte da Casa, onde desempenhava as funções de superior e ecónomo, além de ser pároco da Póvoa de Santa Iria e vigário adjunto da Vigararia de Vila Franca de Xira-Azambuja, no Patriarcado de Lisboa.
A Missa de sufrágio vai ser celebrada esta quarta-feira, 9 de julho, às 21h00, na Igreja de Nossa Senhora da Paz (Póvoa de Santa Iria), indica o site do Patriarcado, não havendo ainda informação acerca do velório e funeral.
Luto nacional no CNE
A Junta Central do Corpo Nacional de Escutas (CNE) decretou luto oficial nacional por um período de sete dias, com início a 9 de julho.
O decreto prevê “que as bandeiras seja colocadas a meia-haste ou adornadas com uma faixa preta quando em mastros portáteis. Os associados que o desejarem podem, também, usar uma braçadeira preta no braço esquerdo sobre o uniforme como manifestação pessoal de luto", indica a informação disponibilizada.
De acordo com o CNE, o padre Adelino Ferreira sofreu uma paragem cardíaca enquanto acompanhava uma atividade do Agrupamento1008 Forte da Casa no campo Escutista de Kandersteg.
Numa publicação nas redes sociais, o Agrupamento recorda o sacerdote como "um amigo para todos", um "dirigente de corpo e alma, apaixonado pelo escutismo e inteiramente dedicado à sua vocação".
"O Adelino tinha sempre uma palavra certa — de conforto, de serenidade, de esperança. A sua alegria era contagiante, e é essa imagem luminosa que guardaremos para sempre. Dizem que ninguém parte verdadeiramente enquanto viver no coração daqueles que ficam", sublinha o texto.
(Notícia atualizada às 22h30 com informação sobre o luto nacional no CNE, e reação do agrupamento do Forte da Casa)