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Audiência Geral

​Papa alerta para a ilusória segurança das armas nucleares

06 ago, 2025 - 10:54 • Aura Miguel

Hiroshima e Nagasaki lembradas pelo Papa no final da audiênca semanal.

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O Papa Leão XIV recordou esta quarta-feira as tragédias de Hiroshima e Nagasaki, no final da Audiência geral, na Praça de São Pedro

Neste dia em que se assinalam os 80 anos do bombardeamento atómico da cidade japonesa de Hiroshima e, daqui a três dias, o da cidade de Nagasaki, Leão XIV assegurou as suas orações por todos os que sofreram os efeitos físicos, psicológicos e sociais daqueles bombardeamentos.

O Papa deixou, depois, um forte apelo: “Apesar do passar dos anos, aqueles trágicos acontecimentos servem de aviso universal contra a devastação causada pelas guerras e, em particular, pelas armas nucleares."

“Espero que, no mundo contemporâneo, marcado por fortes tensões e conflitos sangrentos, a ilusória segurança baseada na ameaça da destruição recíproca dê lugar aos instrumentos da justiça, à prática do diálogo e à confiança na fraternidade”, continuou.

A preocupação de Leão XIV foi também manifestada na terça-feira, através de uma mensagem enviada ao bispo de Hiroshima, em que reitera o apelo à paz e à abolição das armas nucleares

"O verdadeiro amor não se improvisa"

Na catequese desta manhã, o Papa refletiu sobre a importância de “preparar”, demonstrando como “o verdadeiro amor não se improvisa”.

A parir do exemplo de Jesus, Leão XIV sublinhou que a graça não anula a nossa liberdade, mas torna-s fecunda e chama à responsabilidade. Por isso, a ceia da Eucaristia, que ainda hoje somos chamados a preparar, não se resume ao momento da celebração, centro da vida cristã, mas deve prolongar-se no quotidiano vivido como oferta de si mesmo aos outros.

“Preparar-se para celebrar esta ação de graças não significa fazer mais, mas deixar espaço. Significa remover o que é pesado, baixar as nossas exigências, deixar de cultivar expectativas irrealistas."

O Papa alertou para o risco de “confundimos muitas vezes os preparativos com as ilusões”, esclarecendo que “as ilusões distraem-nos, os preparativos orientam-nos; as ilusões procuram um resultado, os preparativos tornam possível um encontro".

Leão XIV afirmou que “cada gesto de disponibilidade, cada ato gratuito, cada perdão oferecido antecipadamente, cada dificuldade aceite com paciência é uma forma de preparar um lugar onde Deus possa habitar”. E lançou aos fiéis um conjunto de interrogações: “que espaços da minha vida preciso de reorganizar para estar pronto para acolher o Senhor? O que significa ‘preparar’ para mim, hoje? Talvez signifique renunciar a uma exigência, deixar de esperar que o outro mude, dar o primeiro passo. Talvez signifique ouvir mais, agir menos ou aprender a confiar no que já foi predisposto."

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