Religião
Em Albano, Papa pede para derrubar muros e preconceitos: "cada um é dom para os outros"
17 ago, 2025 - 10:07 • Aura Miguel
Leão XIV agradeceu aos que trabalham nas comunidades cristãs para facilitar o encontro entre pessoas diferentes devido à sua origem, situação económica, psíquica e afetiva e sublinhou que também o mais frágil deve participar com plena dignidade.
“O fogo de Jesus não é o fogo das armas, nem o das palavras que queimam os outros, mas é o fogo do amor que se inclina e serve, que opõe à indiferença o cuidado e à prepotência a mansidão”, disse o Papa esta manhã, em Albano.
“O fogo da bondade não tem custos como as armas, mas renova o mundo gratuitamente. Pode custar incompreensão, escárnio e até perseguição, mas não há paz maior do que ter dentro de si a sua chama”, acrescentou.
Leão XIV celebrou missa no Santuário de Santa Maria della Rotonda, na presença de uma centena de fiéis e pobres assistidos pela Cáritas local.
“Encorajo-vos a não fazer distinção entre quem assiste e quem é assistido, entre quem parece dar e quem parece receber, entre quem parece pobre e quem sente que oferece tempo, competências e ajuda”, disse o Papa, recordando que todos são preciosos e cada um é um dom para os outros. Por isso, “derrubemos os muros”.
Leão XIV agradeceu aos que trabalham nas comunidades cristãs para facilitar o encontro entre pessoas diferentes devido à sua origem, situação económica, psíquica e afetiva e sublinhou que também o mais frágil deve participas com plena dignidade.
”Isto acontece quando o fogo que Jesus veio trazer queima os preconceitos, as prudências e os medos que ainda marginalizam aqueles que levam escrita a pobreza de Cristo na sua história. Não deixemos o Senhor fora das nossas igrejas, das nossas casas e da nossa vida. Em vez disso, deixemo-Lo entrar nos pobres e, então, faremos as pazes também com a nossa pobreza, aquela que tememos e negamos quando buscamos a todo custo tranquilidade e segurança”, pediu o Papa.
- Noticiário das 14h
- 08 jun, 2026








