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Secretário de Estado do Vaticano: "Podemos esperar o Papa em Fátima num próximo dia 13 de maio"
14 set, 2025 - 10:09 • Aura Miguel , José Pedro Frazão José Ferreira (captação audio) e Ricardo Fortunato(video e fotos)
Em entrevista à Renascença, o número dois da Santa Sé diz que a definição de valores de indemnização a vítimas de abusos sexuais é da responsabilidade das conferências episcopais. Pietro Parolin alerta ainda para o impacto da secularização europeia na sociedade portuguesa.
O cardeal Pietro Parolin, número dois da hierarquia da Santa Sé, admite uma viagem apostólica do Papa Leão XIV a Fátima, na linha dos seus antecessores dos últimos 60 anos.
"Não vejo como impossível que o Papa venha a Fátima", afirma o Secretário de Estado do Vaticano em entrevista à Renascença registada na Nunciatura Apostólica, em Lisboa.
Questionado sobre se é crível esperar o Papa em Fátima num dos próximos dias 13 de Maio, o cardeal italiano sorriu ao responder." Acho que sim", disse de imediato.
Parolin lembra que para haver uma viagem apostólica, a Santa Sé tem que receber um convite da Conferência Episcopal e do Governo, como condições exigidas pelo Vaticano para ponderar a possibilidade de uma deslocação. "Acredito que elas [as condições] existam, mais cedo ou mais tarde", sustenta o número dois da Santa Sé,
A segunda figura da hierarquia do Vaticano acredita que Leão XIV continuará o exemplo dos seus antecessores, usando as viagens apostólicas como "um dos meios para exercer o Ministério Petrino e também como uma grande oportunidade para a evangelização, para o anúncio do Evangelho".
A agenda estará sempre cheia de possíveis viagens. "Claro que o Papa terá que escalonar os seus compromissos, porque há tantos convites que ele certamente não conseguirá dar conta de todos no espaço de um ou dois anos", ressalva o cardeal Secretário de Estado.
Mas Fátima "é sempre uma grande experiência espiritual" e, para além disso, acrescenta Parolin, "todos os Papas sentiram a necessidade de vir a Fátima e rezar a Nossa Senhora de Fátima".
O desafio português (e europeu) da fé
O número dois da Santa Sé reconhece que Portugal tem "ainda uma Igreja bastante sólida", mas não escapa ao desafio da Igreja na Europa: o "aumento da indiferença religiosa, a secularização".
Para Parolin, o grande desafio é a formação dos crentes, " verdadeiramente aprofundar a sua fé, para que se torne parte das suas vidas". Em Portugal, "pelo que tenho visto", o cardeal encontra "muitas oportunidades" para esse encontro, mas isso implica " trabalhar seriamente".
Indemnizações locais
Questionado sobre diretrizes da Santa Sé para a indemnização a alegadas vítimas de abusos sexuais, o cardeal Pietro Parolin responde que esse discernimento "é feito localmente" deixado ao critério das conferências episcopais.
" As situações são muito diferentes. Seria difícil para a Santa Sé dar diretrizes que se apliquem a todos, especialmente considerando que os governos também estão envolvidos nesse âmbito. Também há governos que, por exemplo, estabelecem o montante em dinheiro que deve ser dado às vítimas. Portanto, mesmo as conferências episcopais devem levar esse critério em consideração", alerta Parolin em entrevista à Renascença.
- Noticiário das 14h
- 07 jun, 2026









