19 set, 2025 - 08:36 • Olímpia Mairos
O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, dirigiu uma carta ao clero e às comunidades cristãs da diocese para marcar o início do ano pastoral.
No texto, D. Rui Valério sublinha que este é um tempo “favorável” para renovar o ardor missionário e assumir a identidade da Igreja como comunidade que escuta, anuncia e convida à conversão.
“Não é outra a missão da Igreja senão evangelizar, ou seja, fazer brilhar a luz do Evangelho em todas as dimensões da vida humana. Também nós, como comunidade diocesana, queremos deixar-nos guiar pelo Espírito para sermos uma Igreja missionária, capaz de escutar, anunciar e convidar à conversão”, escreve o patriarca.
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Inserida no ritmo do jubileu e no retomar das visitas pastorais, a mensagem lembra que “o Senhor chama-nos a renovar o ardor missionário e a redescobrir a beleza de sermos Igreja que vive, anuncia e testemunha o Evangelho no meio do mundo”.
“O Senhor chama-nos a ser uma Igreja que escuta com fé, anuncia com alegria e convida à conversão com esperança”, escreve D. Rui Valério, explicando que “só assim nos tornaremos realmente missionários, fermento de Evangelho no meio do mundo”.
O prelado pede, por isso, que se faça dos três verbos — escutar, anunciar, converter — a bússola deste ano pastoral.
“Peço-vos que, em cada paróquia, comunidade, movimento, família e grupo, façais destes três verbos — escutar, anunciar, converter — a bússola deste ano pastoral”, pede D. Rui Valério.
A mensagem destaca a escuta como primeiro passo da vida cristã: escutar Deus na oração, a sua Palavra nas Escrituras e os irmãos nas suas realidades concretas. O patriarca recorda que a Virgem Maria é modelo desta atitude de acolhimento, e que todo discípulo de Cristo é chamado a reconhecer a voz do Senhor.
“Da escuta brota o anúncio”, prossegue a carta. E, segundo o patriarca, evangelizar não se resume a palavras, mas exige testemunho coerente, gestos de caridade e vida de santidade, reforçando que a Igreja não pode fechar-se em si mesma, mas deve levar a alegria do Evangelho a todos.
“Uma Igreja missionária não se fecha nas suas estruturas, mas abre-se ao mundo para levar a todos a alegria do Evangelho, correspondendo ao mandato que recebeu de Jesus (…). Deve-se tornar algo incontornável na vida de qualquer cristão, como experimentavam os primeiros cristãos: ‘Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos’”, lembra.
O terceiro pilar apontado é a conversão, descrita como resposta ao anúncio autêntico. Mais do que um ato pontual, trata-se de um processo contínuo de renovação da vida em Cristo, pessoal e comunitária. O patriarca desafia a diocese a assumir este caminho em todas as dimensões: pessoal, pastoral e missionária.
“Converter-se é voltar-se para Deus com todo o coração, deixar que Cristo renove a vida e assumir o caminho da santidade e da missão. Como pastor, convido toda a Diocese a este caminho: conversão pessoal, conversão pastoral e conversão missionária”, conclui D. Rui Valério.