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Proibição de burca é "discriminatória e viola os direitos das mulheres", diz Amnistia Internacional

18 out, 2025 - 12:03 • Diogo Camilo

Organização aponta que "nenhum decisor político deve ditar o que uma mulher pode ou não vestir".

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A Amnistia Internacional condenou esta sexta-feira a aprovação no Parlamento da proibição da ocultação do rosto em espaços públicos, considerando que o projeto é "discriminatório e viola os direitos das mulheres".

Em comunicado na sua página, a organização refere que a medida "tem ainda implicações no direito à privacidade, no direito à liberdade de expressão e no direito à liberdade de reunião e manifestação pacíficas"

"A proibição total de cobrir o rosto viola os direitos à liberdade de expressão e religião das mulheres que usam a burca ou o niqab em público como expressão da sua identidade ou crenças", indica a Aministia Internacional, que considera que "nenhum decisor político deve ditar o que uma mulher pode ou não vestir".

A organização indica também que "nenhuma mulher deve ser punida por exercer a sua fé, identidade cultural ou crenças".

Para a Amnistia Internacional, a medida não só não defende os direitos das mulheres, como viola "os direitos daquelas que optam por usar véus que cobrem todo o rosto, ao mesmo tempo em que pouco contribuiria para proteger aquelas que o fazem contra a sua vontade, que correm o risco de maior exclusão ou confinamento como resultado".

A proibição em Portugal do uso em espaços públicos de burcas e outros véus que cubram o rosto das mulheres segue uma tendência que foi adotada em 35 países nos últimos anos, iniciada pela França em 2011.

Estes países, entre os quais se incluem a Espanha, Itália, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos, entre outros, justificam comummente a decisão com a necessidade de proteger os valores seculares, com o combate ao extremismo religioso ou com razões de segurança pública.

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  • Parasitários
    18 out, 2025 Ao serviço das Esquerdas Internacionais 12:13
    Podem chamar-se "Amnistia", mas não passam de mais uma ONG parasitária parcial e persecutória ao serviço da agenda das Esquerdas Internacionais. Hão-de ter muito a ver com o que se passa cá, e as opiniões deles, podem metê-las já se sabe onde...
  • Mete-te com a tua
    18 out, 2025 Vida. Percebes? 11:22
    Por não nos sabermos impor e dar ao respeito é que estas ONG's da Treta se arvoram o direito de se imiscuir nos nossos assuntos. O que se passa cá, é problema dos portugueses e a dita "Amnistia Internacional" que meta o nariz na vida dela.

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