D. José Miguel Pereira apresenta iniciativa ADRO e propõe ano de escuta e discernimento
26 out, 2025 - 17:46 • Liliana Carona
Oito anos depois da Assembleia Diocesana de 2017 e seis anos após o trabalho da Comissão Diocesana para a Reorganização da Diocese, D. José Miguel Pereira quer “Ano de escuta e discernimento”. A iniciativa inédita ADRO é uma das propostas, além do caminho sinodal com grupos locais, três assembleias e uma vigília de oração.
Aplicando o método da “conversação no Espírito”, de forma a identificar a Igreja, as suas forças e qualidades, além das inerentes fraquezas e bloqueios, a Diocese da Guarda vai convocar grupos e assembleias sinodais ao longo do ano, a diferentes níveis de pertença e vivência eclesial. Entre abril e maio realizar-se-ão duas assembleias diocesanas: A 1ª assembleia diocesana, em 18 de abril, sob o tema “Para uma Igreja sinodal e corresponsável”. A 2ª assembleia diocesana, em 16 de maio, sob o tema “Para uma Igreja evangelizadora e missionária”.
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Mas o destaque vai para uma iniciativa inédita que se pretende anual denominada ADRO - Assembleia Diocesana “Reunir e Ouvir”, que “consistirá numa assembleia aberta a pessoas e instituições da Igreja, e da sociedade, que habitualmente não estão presentes nas instâncias de consulta ou sentem que não têm oportunidade de fazer ouvir a sua voz. Esta primeira será subordinada aos desafios mais prementes para a Diocese da Guarda”, explica D. José Miguel Pereira, o bispo diocesano.
Em setembro de 2026, com o trabalho recolhido nas referidas três assembleias diocesanas, realizar-se uma celebração final deste processo, com uma última assembleia diocesana que aprovará um documento com a priorização das propostas a implementar, e que virão a integrar o futuro Plano Pastoral Diocesano que será então elaborado.
Segundo D. José Miguel Pereira “de agora até final de novembro, é a fase de mobilização dos principais agentes de pastoral (sacerdotes, diáconos, religiosos, leigos responsáveis de grupos, movimentos, associações e comissões) para identificarmos que grupos sinodais de proximidade se podem constituir (paroquiais, de várias paróquias, comunidades religiosas, Serviços diocesanos, movimentos, outros grupos de cristãos) e selecionarmos os que poderão vir a ser os animadores ou facilitadores do funcionamento de tais grupos sinodais”.
Cuidar das vocações como uma das prioridades
Entre os vários desafios identificados pelo bispo da Guarda está também o cuidado das vocações no aprofundamento de uma fé.
“Temos de olhar para o nosso Seminário, agora com estatutos, mas sem dimensão para funcionar e distante do coração das comunidades. Temos de nos mobilizar com o nosso Pré-Seminário, numa fase de renovação. Temos de olhar para as vocações femininas e de consagração ao serviço da diocese, à maneira de S. Madalena e S. Febe, entregues ao serviço de Cristo e das comunidades. Temos de olhar para o perfil dos candidatos ao diaconado permanente, para o serviço da caridade e da administração, e não de substituição dos padres.Temos de acompanhar os namorados, os noivos, os recém-casados, os casais, as famílias, os que estão em crise, os que se separaram, os que refizeram uniões, os viúvos e sós. Temos de olhar para a nossa Liga dos Servos de Jesus, nos seus ramos interno e externo, e encontrar os modos de fidelidade ao carisma nos tempos de hoje. Temos de cuidar do nosso Guard’África, em processo de reativação, preparando jovens para experiências missionárias na nossa casa na Quilenda, Sumbe, Angola”, conclui o prelado diocesano.
Ainda nas prioridades apontadas por D. José Miguel Pereira para o novo Ano Pastoral, destacam-se o fortalecimento da espiritualidade e da oração quotidiana, fundamento essencial de uma fé viva e comprometida; o cuidado da liturgia, para que cada celebração seja mais significativa e menos dispersa, o que nas palavras do bispo, se traduz por: “temos missas a mais e missa de menos”. Sublinham-se ainda a necessidade de relações fraternas e da superação das polarizações que enfraquecem a comunhão e o testemunho cristão, a criação de estruturas mais participativas, que favoreçam a cooperação entre leigos e clero.
No dia 30 de novembro, vai realizar-se uma vigília de oração dirigida a toda a diocese para lançar o caminho anual e a etapa de reuniões dos grupos de proximidade.
- Noticiário das 6h
- 16 jul, 2026











