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Advento-Natal

Bispos de Braga convidam fiéis a cultivar um “Jardim da Esperança” no Advento e Natal

10 nov, 2025 - 08:47 • Olímpia Mairos

Mensagem destaca o “sim criativo” de Maria e apela a gestos concretos de esperança, reconciliação e solidariedade.

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A Arquidiocese de Braga divulgou a sua tradicional mensagem para o Tempo de Advento e Natal, convidando os fiéis a entrar no “Jardim da Esperança que Deus planta silenciosamente no coração do mundo”.

“Neste tempo de Advento e Natal, caminhando juntos, somos convidados a entrar no ‘Jardim da Esperança’ que Deus planta silenciosamente no coração do mundo”, lê-se na mensagem.

O texto propõe que este tempo litúrgico seja vivido como uma oportunidade de renovar a fé, a confiança e o compromisso com o amor concreto.

“Advento é novamente oportunidade para sermos boa terra onde a sementeira discreta, quase impercetível, lançada por Deus, há de germinar”

Os bispos, D. José Cordeiro, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita, recordam que a história da salvação avança graças a “sins” criativos, como o de Maria, em Nazaré, e desafiam cada cristão a dar também o seu “sim” corajoso no dia a dia — nas famílias, no trabalho e nas pequenas decisões silenciosas que moldam a vida.

“Mesmo no meio da incerteza, Deus continua a semear”, afirmam, citando o Papa Francisco: “Deus ama surpreender; quem não se deixa surpreender bloqueia o Espírito”.

Inspirando-se nas palavras de Jesus — “se o grão de trigo não cair na terra e morrer, fica só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12,24) —, a mensagem recorda que cada gesto de amor, cada reconciliação e cada cuidado silencioso é uma semente que Deus faz germinar. O Natal, sublinham, é precisamente o momento em que Deus volta a semear a Sua presença no meio da humanidade: semeia paz, alegria, justiça, fraternidade e esperança.

“O Natal é exatamente isso: Deus a semear de novo. Semeia paz onde há divisão. Semeia alegria onde há cansaço. Semeia justiça onde há indiferença. Semeia fraternidade num mundo que tantas vezes se fecha. Semeia esperança mesmo no mais rigoroso dos invernos... Tudo isso são sementes. E Deus nunca deixa de as semear em nós”

Segundo os prelados, “nenhum gesto de amor se perde. Nenhuma obra de justiça fica estéril. Nenhuma renúncia generosa deixa de produzir frutos”.

Os bispos de Braga apelam também a atitudes concretas que traduzam o espírito do Natal: telefonar a quem se afastou, dedicar mais tempo às pessoas do que aos ecrãs, cultivar a oração e a escuta, e transformar a mesa de Natal num lugar de comunhão e acolhimento.

“Nas nossas famílias — verdadeiros “jardins de esperança” — somos chamados a semear e a cultivar a beleza que salva o mundo: a alegria que se partilha, mesmo quando os dias são difíceis;a justiça que começa em casa, na forma como tratamos quem vive connosco; a paz que nasce de conversas serenas e da capacidade de escutar; a solidariedade que nos faz olhar para além das paredes do nosso lar; a fraternidade que nos recorda que ninguém se salva sozinho”, apontam.

Citam ainda o Papa Leão XIV, lembrando que “toda a renovação eclesial tem entre as suas prioridades a atenção preferencial pelos pobres”.

A concluir a mensagem, os bispos deixam um apelo à esperança viva e perseverante: “Deixai que o Senhor semeie no vosso coração um jardim de esperança viva. Cristo nasce no silêncio da noite para dizer que a luz é mais forte do que qualquer escuridão.”

“Não permitais que a indiferença, a pressa, o medo ou o cansaço vos roubem a capacidade de vos maravilhar”, pedem.

A mensagem termina com votos de um “santo e fecundo Natal” e a bênção final: “O Senhor vos abençoe e vos guarde”.

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