Ouvir
  • Noticiário das 17h
  • 05 dez, 2025
A+ / A-

Conferência Episcopal

CEP admite alargar prazo para compensações às vitimas de abusos na Igreja

10 nov, 2025 - 17:48 • Isabel Pacheco

Conferência Episcopal Portuguesa pede consensos na política e anuncia a realização de um fórum dedicado às migrações. Bispos portugueses estão reunidos em Fátima, até quinta-feira.

A+ / A-

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) admite estender, para lá do final deste ano, o prazo para as compensações financeiras das vítimas de abusos na Igreja.

A hipótese foi admitida, esta segunda-feira, pelo presidente da CEP, D. José Ornelas que reconheceu ser “possível que o prazo se estenda para além do previsto”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Em causa, justificou o prelado, estão fatores “como o alargamento dos prazos para acolher mais alguns pedidos, a remarcação de entrevistas das Comissões de Instrução devido às dificuldades de deslocação de alguns interessados e o volume de pedidos a ser analisados pela Comissão de Fixação da Compensação”.

Em Fátima, durante a conferência de abertura da 212.ª Assembleia Plenária da CEP , D. José Ornelas reiterou que “a proteção de menores e adultos vulneráveis é um caminho de conversão exigente e necessário” e que começa a dar os seus frutos.

“Estamos num caminho que não voltará atrás”, reafirmou o presidente da CEP, reconhecendo que, “apesar do muito trabalho ainda a fazer para garantir uma Igreja cada vez mais segura, a transparência, proteção e cuidado dos mais frágeis estão a tornar-se numa cultura permanente”.

“Um migrante é um irmão e não uma ameaça”

A dois meses de eleições presidenciais, D. José Ornelas apela a “mais consensos” na política.

O presidente da CEP dirigiu-se, esta segunda-feira, aos “homens e mulheres que servem a política” para pedir compromissos com o bem comum em tempo “de renovação das estruturas democráticas”.

“Com as eleições legislativas realizadas em maio, as autárquicas no mês passado e a aproximação das presidenciais a 18 de janeiro de 2026 – é urgente que os homens e as mulheres que servem na política busquem mais consensos, se comprometam verdadeiramente com o bem comum e procurem garantir a paz social, na dignidade e na justiça”, pediu o bispo de Leiria-Fátima.

Durante a intervenção que abriu a Assembleia Plenária da CEP, D. José Ornelas insistiu, ainda, na rejeição ao discurso de ódio que cultiva o “medo, a desconfiança e agressividade”.

“A nação só floresce quando cada cidadão reconhece no outro um irmão – não um inimigo”, apontou o prelado, lembrando que a Igreja convida a rejeitar “as palavras fáceis que prometem soluções rápidas, mas que alimentam ressentimentos e destroem pontes”.

Sobre os migrantes e no sentido de “interpelar a capacidade acolher e integrar” na construção de uma sociedade “onde ninguém é excluído ou descartado”, D. José Ornelas anuncia a realização de um encontro em Fatima dedicado ao tema.

“Um migrante é um irmão e não uma ameaça”, vincou. Por isso, acrescentou, “no próximo sábado, 15 de novembro, realizaremos, aqui em Fátima, um “Fórum Migrações”, com o objetivo de sensibilizar e formar as nossas comunidades para o fenómeno migratório e contribuir para a reflexão desta temática, na Igreja e na sociedade em geral”, adiantou D. José Ornelas.

A 212.ª Assembleia da Conferencia Episcopal Portuguesa decorre em Fátima, até quinta feira.

Ouvir
  • Noticiário das 17h
  • 05 dez, 2025
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+