14 nov, 2025 - 13:16 • Henrique Cunha
O Secretariado Nacional da Pastoral Social (SNPS), da Conferência Episcopal Portuguesa, leva 55 pessoas ao Vaticano e a Assis, para o Jubileu dos Pobres. O grupo inclui utentes de várias instituições.
A Peregrinação que começa esta sexta-feira e se prolonga até dia 18, será presidida pelo Senhor D. Roberto Rosmaninho Mariz, membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que em declarações à Renascença sublinha "o Espírito, de comunhão da igreja no seu todo, e a preocupação contínua e constante, em dar sempre passos para a frente", na busca do semelhante e do mais frágil.
"Alguém que tinha o meu nome, Robert Bosch, fundador da Bosch, e ele tem uma expressão que diz assim, o espaço maior que existe é para melhorar, o espaço maior que existe do mundo é para melhorar. E dentro da caridade e do cuidado há um espaço sempre para crescer, no cuidado e no bem que nós podemos fazer uns para os outros, é um espaço nunca acabado, uma meta nunca terminada", assinala.
O bispo auxiliar do Porto entende por isso que "há um caminho a percorrer" e afirma quue o Jubileu dos pobres e da ação social, deve "ser mais um potenciador para este crescimento".
D. Roberto Mariz classifica de "profética" a decisão do Papa Francisco em criar o Dia Mundial dos Pobres, porque "é uma alavanca que ajuda a perceber que não se pode deixar o tema da pobreza debaixo da gaveta". "A Doutrina Social da Igreja diz-nos que isto não pode ser uma coisa secundária dentro da Igreja e do caminhar da nossa pastoral. Por isso não tenhámos medo de olhar, de situar, de sujar às vezes as mãos no bom sentido para que as coisas se possam ir transformando para bem de todos, e para nosso próprio bem, porque todos crescemos em conjunto", reforça.