16 nov, 2025 - 10:32 • Ana Kotowicz
O Papa lamentou este domingo as diferentes formas de pobreza que afetam o mundo — materiais, morais e espirituais — e apontou a solidão como o drama transversal a todas elas. Por isso mesmo, defendeu a necessidade de promover uma “cultura da atenção”, que possa quebrar o isolamento, gerando proximidade real nas famílias, nas comunidades, nos locais de trabalho e até nas interações digitais.
"Quantas pobrezas oprimem o nosso mundo!", começou por dizer o Papa Leão XIV, frisando que são os jovens os mais afetados por elas.
Tratam-se "de pobrezas materiais, mas também existem inúmeras situações morais e espirituais, que muitas vezes afetam sobretudo os mais jovens", e "o drama que atravessa todas elas, de forma transversal, é a solidão".
Para o Papa, a existência destas diferentes pobrezas traz um desafio: "olhar para a pobreza de forma integral" já que, embora seja necessário responder às necessidades urgentes, "de modo mais geral, é uma cultura da atenção que devemos desenvolver, precisamente para quebrar o muro da solidão".
"Por isso, queremos estar atentos ao outro, a cada um, onde estamos e onde vivemos, transmitindo essa atitude já na família", nos locais de trabalho e de estudo, "nas diferentes comunidades, no mundo digital, em toda a parte", afirmou Leão XIV que, depois de celebrar a Missa do Jubileu dos Pobres e rezar o Angelus, almoça com um grupo de pessoas em situação de fragilidade e pobreza.