Sacerdote raptado na Nigéria após violento ataque à comunidade de Kushe Gugdu
18 nov, 2025 - 10:59 • Olímpia Mairos
De acordo com a arquidiocese de Kaduna, no mesmo ataque foi morto o irmão de outro sacerdote.
A Arquidiocese de Kaduna, na Nigéria, confirmou o rapto do padre Bobbo Paschal, pároco da Paróquia de Santo Estêvão, após um violento ataque à comunidade de Kushe Gugdu, na área do governo local de Kagarko, no estado de Kaduna.
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Segundo a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira, 17 de novembro, quando um grupo de assaltantes armados invadiu a residência do sacerdote e o levou à força.
A fundação pontifícia, citando a arquidiocese, acrescenta que no mesmo incidente foi morto o irmão de outro sacerdote, o padre Anthony Yero, e várias pessoas foram também sequestradas. Até ao momento, não há registo de outras mortes.
As autoridades eclesiásticas apelam à oração e solidariedade de todos pela segurança e rápida libertação do padre Bobbo Paschal e das restantes vítimas, bem como pelo descanso eterno dos falecidos.
Por sua vez, a Fundação AIS manifesta “profunda preocupação” com mais este episódio de violência dirigido contra comunidades cristãs e membros do clero na Nigéria, sublinhando que mantém contacto direto com a Igreja local para acompanhar a evolução da situação.
De acordo com a AIS, na manhã em que ocorreu o rapto do sacerdote, homens armados atacaram também uma escola secundária feminina no estado de Kebbi, onde mataram a vice-diretora, feriram um agente de segurança e raptaram um número ainda indeterminado de alunas.
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Violência e perseguição religiosa em ascensão
A Nigéria enfrenta uma crise profunda de segurança, marcada por criminalidade, terrorismo e violência intercomunitária, frequentemente dirigida contra comunidades cristãs.
Segundo o Relatório sobre a Liberdade Religiosa 2025 da Fundação AIS, o país foi classificado como estando “sob perseguição”, devido às violações graves e sistemáticas da liberdade religiosa.
Grupos extremistas como o Boko Haram e o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP) continuam ativos no nordeste do país, enquanto no Cinturão Médio se intensificam os ataques contra igrejas e fiéis.
Em 31 de outubro, os Estados Unidos voltaram a designar a Nigéria como “País de Preocupação Especial”, ao abrigo da Lei Internacional de Liberdade Religiosa, citando o aumento da violência e a falha do governo nigeriano em proteger as minorias religiosas.
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