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Advento-Natal

Patriarca de Lisboa apela à rejeição da indiferença e à oração pelos países em guerra

28 nov, 2025 - 08:27 • Olímpia Mairos

Na mensagem de Advento, D. Rui Valério sublinha que este é um tempo propício para rezar “pelos países feridos pela guerra, onde o sofrimento dos inocentes clama ao Céu”.

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O patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, apela à rejeição da indiferença e à oração pelos povos que sofrem com a guerra, na sua mensagem para o Advento, tempo litúrgico que marca o início de um novo Ano na vida da Igreja.

“Vivemos num mundo inquieto, marcado pela violência, pelo insulto fácil, por atentados sistemáticos à dignidade da pessoa humana e à liberdade dos povos. Como cristãos, não podemos habituar-nos à indiferença. A esperança cristã não anestesia; mobiliza”, afirma o patriarca.

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D. Rui Valério sublinha que este é um tempo propício para rezar “pelos países feridos pela guerra, onde o sofrimento dos inocentes clama ao Céu”, destacando de modo particular “a Terra Santa, a Ucrânia e os povos martirizados do Sudão e da Nigéria”.

O prelado lembra ainda que o Advento é um período de escuta e reconciliação: “Rezamos por aqueles que constroem a paz enquanto outros levantam armas. Rezamos para que, no coração da humanidade, volte a surgir o deserto do Advento – onde Deus nos fala ao coração e nos reconcilia.”

Neste novo Ano Litúrgico, o patriarca destaca o “dom imenso do Advento” e aponta as as ordenações de um presbítero e de treze diáconos como sinal de esperança para a diocese.

“Não é apenas um acontecimento para alguns; é um sinal dado a toda a diocese. Deus não chama só alguns – chama todos”, afirma, lembrando que a fé cristã “não é uma fé de espectadores, mas de discípulos que se deixam encontrar, seduzir e enviar pelo Senhor.”

D. Rui Valério frisa que o Advento é “por excelência, o tempo da esperança”, não de uma esperança vazia, mas “da presença viva de Cristo no meio de nós”. Segundo o patriarca, “o Senhor vem – não apenas virá um dia gloriosamente, mas vem agora, silenciosamente, humildemente, na Eucaristia, na escuta da Palavra e na caridade fraterna.”

O responsável da Igreja em Lisboa apela ainda a que cada fiel viva este tempo com simplicidade e entrega.

“Queridos irmãos e irmãs, iniciemos o Advento com humildade e com confiança. Que cada família, cada comunidade, cada paróquia faça deste tempo um caminho de escuta, de esperança e de caridade. Que ninguém passe ao lado da voz de Deus, que ninguém fique indiferente à dor dos irmãos”.

A concluir a sua mensagem, D. Rui Valério invoca Maria, “Mãe da Esperança e Estrela do Advento”, para guiar os cristãos “ao encontro com Jesus, para que, ao chegar o Natal, possamos reconhecê-l’O não só no Presépio, mas em cada vida, em cada pobre, em cada ferida do mundo à espera de ser curada pelo amor”.

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