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Papa no Líbano

O abraço de Leão XIV ao povo libanês

01 dez, 2025 - 00:20 • Aura Miguel, enviada especial da Renascença

O Líbano, entalado entre a Síria e Israel - e Hezbolah à mistura - atravessa uma grave crise social e económica, misturada com escândalos de corrupção.

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O pedido que o Presidente Aoun fez no último domingo ao Papa é definidor do desalento da maioria dos libaneses : “ Diga ao mundo que nós não morremos, nem vamos ceder ao desânimo, queremos permanecer e dar testemunho da convivência”.

Na verdade, além das tensões fronteiriças, o Líbano , entalado entre a Síria e Israel - e Hezbolah à mistura - atravessa uma grave crise social e económica, misturada com escândalos de corrupção . Tudo isto agrava as feridas profundas deste povo, com décadas de guerra e violência. Grande parte dos jovens sai do pais e, neste momento, 12 milhões de libaneses emigraram e no Líbano restam apenas 4 milhões.

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No discurso às autoridades, o Papa lamentou a sangria de jovens e famílias que saíram do Líbano à procura de vida melhor e pediu a coragem de permanecer ou até regressar, “mesmo em condições difíceis”. Mas também lhes lembrou que são “um povo que não sucumbe”.

Leão XIV poderá levar estas e outras preocupações para o encontro desta tarde com os jovens. De manhã, o Papa visita o túmulo de S. Charbel Makluf, famoso monge maronita do século XIX e, em seguida, encontra-se com realidades da igreja no Santuário de Nossa Senhora do Líbano, a quem oferece uma rosa de ouro. À tarde, antes de falar aos jovens, também preside a um encontro ecuménico e inter-religioso, numa das praças centrais de Beirute.

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