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Advento-Natal

D. José Traquina: “Vivemos ao ritmo de um ‘click’, mas o Advento convida-nos a saber esperar”

02 dez, 2025 - 09:33 • Olímpia Mairos

O bispo de Santarém alerta ainda para os perigos que minam a esperança: o medo e o pessimismo.

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O bispo de Santarém, D. José Traquina, convida, na sua Mensagem de Advento intitulada “O Advento e a Esperança”, os cristãos a viver este tempo litúrgico com serenidade, fé e confiança em Deus, num mundo que parece ter “perdido o tempo para esperar”.

“O Advento é tempo de saber esperar”, afirma o prelado, lembrando que “o Evangelho de São Lucas informa-nos que os idosos Simeão e Ana esperavam no templo de Jerusalém que algo de bom acontecesse”.

D. José Traquina sublinha que a esperança nasce da fé e do amor, e que o ritmo acelerado da sociedade atual dificulta o valor da espera.

“No nosso tempo parece não haver tempo para esperar, pretende-se que tudo aconteça ao ritmo de um click”, observa, defendendo que “num mundo acelerado é necessário valorizar o tempo de espera”.

O bispo de Santarém recorre também a imagens da vida quotidiana para ilustrar o sentido da esperança. “Quando se planta uma árvore, espera-se o tempo necessário até dar fruto”, exemplifica. E acrescenta: “Uma mulher grávida é um grande sinal de esperança... a nova vida projeta-se em esperança.”

Na sua mensagem, D. José Traquina alerta ainda para os perigos que minam a esperança: o medo e o pessimismo. “Não podemos ser prisioneiros do medo. É necessário acreditar, ter coragem e esperança”, exorta.

“Os conflitos, as guerras, as injustiças e a incerteza quanto ao futuro, tudo isto leva ao medo e, por consequência, à falta de esperança. Não podemos ser prisioneiros do medo. É necessário acreditar, ter coragem e esperança”.

Sobre o pessimismo, observa que “há pessoas que só veem o que é negativo, não acreditam em soluções”, mas recorda que “as pessoas idosas do Evangelho — Simeão, Ana, Zacarias e Isabel — acreditavam e esperavam. Tinham esperança”.

Para o bispo de Santarém, os mais velhos continuam a ser um exemplo vivo para as novas gerações: “A velhice é uma grande oportunidade para cultivar e testemunhar a esperança. As novas gerações necessitam deste testemunho.”

D. José Traquina reforça que a esperança cristã é “ativa” e “fermento que discretamente vai levedando”, nascida da fé e sustentada pela oração e pela vigilância.

“O cristão fundamenta e alimenta a sua Esperança na Palavra de Deus e na oração”, afirma, advertindo que “quando não há esperança, cai-se numa crise de sentido e o que resta é apenas viver o dia a dia”.

A concluir, o bispo de Santarém convida os fiéis a viver o Advento com Maria como modelo de fé e alegria: “Vivendo o Advento com Fé e Esperança identificamo-nos com Maria, a nossa referência humana do que é viver em alegria confiante. Que estas semanas sejam vividas na preparação e na alegria do acolhimento da Luz de Deus no coração e na vida de cada cristão”.

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