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Papa no Líbano

​“Parem os ataques. Só a mediação e o diálogo edificam”, apela o Papa ao deixar o Líbano

02 dez, 2025 - 11:30 • Aura Miguel , enviada da Renascença

Os apelos à paz e ao diálogo sincero foram uma constante nos discursos de Leão XIV.

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O Papa Leão XIV despediu-se do Líbano com um apelo ao fim das hostilidades e da luta armada.

Durante a cerimónia de despedida no aeroporto, perante o Presidente da República, Joseph Aoun, e outras autoridades libanesas, o discurso do Papa foi veemente. “A todos, o meu abraço e os meus votos de paz. E faço também um apelo sincero: que cessem os ataques e as hostilidades. Que mais ninguém acredite que a luta armada traga qualquer benefício. As armas matam; a negociação, a mediação e o diálogo edificam. Escolhamos todos a paz como caminho e não apenas como meta!”.

Ao longo destes três dias, os apelos à paz e ao diálogo sincero foram uma constante nos discursos de Leão XIV, incentivando todos a não se resignarem nem desistirem perante as dificuldades e medos mas, em vez disso, a contribuirem para um Líbano mais fraterno e fiel à sua vocação de encontro recíproco e profecia de paz para toda a região.

“Esperamos envolver todo o Médio Oriente neste espírito de fraternidade e de compromisso com a paz, mesmo os que hoje se consideram inimigos”, disse Leão XIV no aeroporto, sem acrescentar detalhes.

“Tocou-me o coração a breve visita ao porto de Beirute, onde a explosão devastou não só um lugar, mas tantas vidas. Rezei por todas as vítimas e levo comigo a dor e a sede de verdade e de justiça de tantas famílias, de um país inteiro”, afirmou.

O pontífice pediu aos libaneses para serem “fortes como os cedros, as árvores das vossas belas montanhas, e cheios de frutos como as oliveiras que crescem nas planícies, no sul e perto do mar”. E aproveitou para saudar todas as regiões do país que não conseguiu visitar: Tripoli e o norte, o Vale do Beqaa e o sul do Líbano, “que, de modo particular, vive uma situação de conflito e de incerteza”, lamentou.

Por fim, citando as palavras de João Paulo II, frisou que “o Líbano, mais do que um país, é uma mensagem”. No entanto, que para isso aconteça, é preciso “aprender a trabalhar juntos e a ter esperança juntos”, frisou.

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