07 dez, 2025 - 13:03 • Aura Miguel
Num breve balanço da sua primeira viagem apostólica, Leão XIV agradeceu este domingo o acolhimento de todos, incluindo de outras religiões e confissões cristãs.
"Caros irmãos e irmãos, tudo o que aconteceu, há dias, na Turquia e no Líbano, ensina-nos que a paz é possível! E que os cristãos em diálogo, com os homens e mulheres de outras fés e culturas, podem ajudar a construí-la. Não o esqueçamos: a paz é possível!”, disse, no final do Angelus, na Praça de São Pedro
O Papa, que regressou a Roma na terça-feira, de uma visita apostólica de cinco dias, começou por recordar o motivo principal da viagem.
“Com o amado irmão Bartolomeu, Patriarca Ecuménico de Constantinopla, e representantes de outras confissões cristãs, encontrámo-nos para rezar juntos em İznik, na antiga Niceia, onde, há 1.700 anos, se realizou o primeiro Concílio Ecuménico”, afirmou.
E, “como hoje se assinala o 60º aniversário da Declaração Conjunta entre Paulo VI e o Patriarca Atenágoras, que pôs fim às suas excomunhões mútuas, demos graças a Deus e renovemos o nosso compromisso no caminho para a plena unidade visível de todos os cristãos”.
Leão XIV também elogiou o testemunho e vitalidade dos católicos na Turquia (são apenas 0,04% da população): “através do diálogo paciente e do serviço aos que sofrem, a comunidade católica testemunha o Evangelho do amor e a lógica de Deus manifestada na pequenez”.
Para definir a segunda etapa da viagem, o Santo Padre valorizou o aspeto mais relevante da identidade do Líbano, que “continua a ser um mosaico de convivência”.
E acrescentou: “senti-me reconfortado ao ouvir tantos testemunhos neste sentido. Encontrei pessoas que proclamam o Evangelho acolhendo deslocados internos, visitando prisioneiros e partilhando o pão com os necessitados”.
O Papa sentiu-se também “reconfortado por ver tantas pessoas nas ruas a saudar-me e comoveu-me o encontro com os familiares das vítimas da explosão no porto de Beirute”.
Leão XIV valorizou a grandeza daquele povo tão sofrido por décadas de violência e graves crises políticas, sociais e económicas, com um profundo agradecimento: “Os libaneses esperavam uma palavra e uma presença de consolo, mas foram eles que me confortaram com a sua fé e entusiasmo!”
No final do Angelus, o Papa quis também manifestar a sua solidariedade com as populações do sul e sudeste asiático, atingidas por graves inundações e apelou à ajuda internacional a favor dos mais necessitados.