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Papa. “Perdoamos e pedimos perdão” são palavras-chave que podem reconciliar a Europa

10 dez, 2025 - 10:38 • Aura Miguel

Leão XIV lançou esta manhã um apelo à paz na Europa, garantindo que pedir perdão pode mudar o rumo da História.

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Leão XIV lançou esta manhã um apelo à paz na Europa. “Perdoamos e pedimos perdão” são palavras-chave que podem mudar o rumo da História, diz o Papa.

Ao saudar, na Praça de São Pedro, os organizadores e participantes de uma conferência dedicada à mensagem de reconciliação que, há 60 anos, os bispos polacos enviaram aos bispos alemães “e que mudou a história da Europa”, o Papa aproveitou para lançar um apelo: “Que as palavras daquele documento — «Perdoamos e pedimos perdão» — sejam para os povos hoje em conflito um testemunho de que a reconciliação e o perdão são possíveis quando nascem de um desejo mútuo de paz e de um compromisso comum, na verdade, para o bem da humanidade”.

No final da Audiência Geral, o Santo Padre manifestou a sua tristeza e orações pelo reacender do conflito na fronteira entre a Tailândia e o Camboja, que causou vítimas civis e a fuga de milhares pessoas das suas casas. “Peço às partes envolvidas que cessem o fogo imediatamente e retomem o diálogo”.

Sobre a catequese de hoje, Leão XIV falou do mistério da morte que suscita profundas interrogações no ser humano, diante do seu desejo de vida e anseio de eternidade. “Saber que ela existe, e sobretudo meditar sobre ela, ensina-nos a escolher o que realmente queremos fazer com a nossa vida”, disse.

“Rezar para compreender o que é benéfico para o Reino dos Céus e desapegar-se do supérfluo que nos prende às coisas efémeras é o segredo para viver autenticamente, na consciência de que a nossa passagem pela Terra nos prepara para a eternidade”.

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  • Se o Ocidente
    10 dez, 2025 não fosse fraco e cobarde 14:04
    Quem tem de pedir perdão - aliás, tem de pedir muitas vezes, perdão - é a Rússia. E ela, está mais que visto, não tenciona fazê-lo. Como tal, o "perdão" virá de misseis e bombardeamentos a Moscovo e São Petersburgo por parte da agredida, que é a Ucrânia.

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