13 dez, 2025 - 12:01 • Aura Miguel
“Num contexto internacional assolado por abusos e conflitos, lembremo-nos que o oposto do diálogo não é o silêncio, mas a ofensa”, disse esta manhã Leão XIV aos diplomatas italianos. “Enquanto o silêncio nos abre à escuta e acolhe a voz de quem está diante de nós, a ofensa é um ataque verbal, uma guerra de palavras armada de mentiras, propaganda e hipocrisia”
Numa audiência jubilar, que juntou na Aula Paulo VI centenas de embaixadores, diplomatas do Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros e seus familiares, o Santo Padre sublinhou a importância decisiva de um diálogo verdadeiro.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
“Comprometamo-nos, com esperança, a desarmar proclamações e discursos, cultivando não só a beleza e precisão, mas sobretudo a honestidade e prudência. Quem sabe o que dizer não precisa de muitas palavras, mas apenas das certas: pratiquemos, pois, a partilha de palavras que façam o bem, a escolher palavras que construam a compreensão, o testemunho de palavras que corrijam os erros e perdoem as ofensas. Quem se cansa de dialogar cansa-se de esperar a paz".
Leão XIV reforçou um veemente apelo à paz, citando as palavras que Paulo VI proferiu há 60 anos nas Nações Unidas, ao afirmar que “o que une os homens, é um pacto selado com um juramento que deve mudar a história futura do mundo: nunca mais a guerra, nunca mais guerra! A paz, a paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade!" (Discurso às Nações Unidas, 5)”. E Prevost acrescentou: “Sim, a paz é o dever que une a humanidade numa busca comum de justiça. A paz é o bem definitivo e eterno que esperamos para todos”