Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 21 jan, 2026
A+ / A-

Vaticano

Papa aponta sobrelotação das prisões e empenho "insuficiente" na reabilitação dos reclusos

14 dez, 2025 - 11:41 • Aura Miguel

No jubileu dos reclusos, Leão XIV lembrou o desejo de Francisco em que, por ocasião do Ano Santo, fossem concedidas "formas de amnistia ou de perdão da pena, que ajudem as pessoas a recuperar a confiança em si mesmas e na sociedade".

A+ / A-

“Que ninguém se perca! Que todos sejam salvos!”, disse o Papa no final da homilia da missa que celebrou esta manhã, na presença de várias centenas de reclusos que participaram no Jubileu carcerário.

Leão XIV recordou que o Papa Francisco, no início do jubileu, ao abrir a Porta Santa da igreja da Penitenciária de Rebibbia, dirigiu a todos um convite: “Primeiro: a corda na mão, com a âncora da esperança! Segundo: escancarai as portas do coração!”, exortando todos a serem, “agentes de justiça e caridade nos ambientes em que vivemos”.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

E também sublinhou o desejo de Francisco em que, por ocasião do Ano Santo, fossem concedidas «formas de amnistia ou de perdão da pena, que ajudem as pessoas a recuperar a confiança em si mesmas e na sociedade» (Bula Spes non confundit, 10), oferecendo a todos oportunidades concretas de re-inserção. “Estou confiante de que em muitos países se dará seguimento ao seu desejo, oferecendo, assim, a cada um, a possibilidade de recomeçar”, disse Leão XIV.

O actual pontífice reconheceu, no entanto, que, ao aproximar-se o encerramento do Jubileu, “apesar do empenho de muitos, ainda há muito a fazer no mundo carcerário”. E deu exemplos: “Pensemos na sobre-lotação, no empenho ainda insuficiente para garantir programas educativos estáveis de reabilitação e oportunidades de trabalho”.

E, a nível mais pessoal, “não esqueçamos o peso do passado, as feridas a curar no corpo e no coração, as desilusões, a paciência infinita que é necessária – consigo mesmo e com os outros – quando se empreende um caminho de conversão, e a tentação de desistir ou deixar de perdoar”.

Leão XIV sublinhou, no entanto, que Deus “continua, acima de tudo, a repetir-nos que uma só coisa é importante: que ninguém se perca (cf. Jo 6, 39) e que todos «sejam salvos» (1 Tm 2, 4)."

Ouvir
  • Noticiário das 6h
  • 21 jan, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+