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Padre condenado a cinco anos de prisão efetiva e ao pagamento de indemnização

16 dez, 2025 - 19:14 • Liliana Monteiro , Ana Catarina André

Em causa está o crime de abuso de confiança num processo que envolve seis instituições sociais. Também a tesoureira e diretora-geral com quem trabalhou foi condenada a prisão efetiva.

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O padre Arsénio Isidoro, que chegou a dirigir a Casa do Gaiato (atual Casa de São Francisco de Assis), foi condenado a uma pena de prisão efetiva de cinco anos pelo crime de abuso de confiança qualificado.

A decisão foi tomada pelo Tribunal Central Criminal de Loures, num processo em que o sacerdote respondia pelos crimes de branqueamento e abuso de confiança.

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Também Ana Cristina Gabriel, tesoureira e diretora-geral nas instituições lesadas, foi condenada a uma prisão efetiva de quatro anos e seis meses.

Os dois arguidos foram, ainda, condenados ao pagamento de três indemnizações que ascendem a mais de dois milhões e meio de euros. Ambos foram absolvidos do crime de branqueamento por não ter sido provado em julgamento.

Arsénio Isidoro foi acusado de desviar cerca de 800 mil euros de seis instituições sociais. De acordo com o acórdão a que a Renascença teve acesso, as "instituições ofendidas" são a Casa do Gaiato, a Associação Protetora Florinhas de Rua, a Ligar à Vida – Associação de Gestão Humanitária para o Desenvolvimento, o Instituto de Beneficência Maria da Conceição Ferrão Pimentel, o Centro Comunitário e Paroquial da Ramada e Fábrica da Igreja da Paróquia da Ramada. Uma das instituições visadas teve de encerrar por falta de verba para pagamento de salários.

A investigação começou em 2014 e detetou vários bens de luxo na posse do padre que levantaram suspeitas. Em causa estava um Porsche e um barco.

O padre Arsénio Isidoro e a tesoureira Ana Cristina Gabriel foram condenados, ainda, ao pagamento de três indemnizações cíveis num valor superior a dois milhões e meio de euros: mais de 513 mil euros são devidos à Associação Protetora Florinhas de Rua, mais de 560 mil euros ao Centro Comunitário e Paroquial da Ramada e mais de 1,6 milhões de euros ao Estado.

A Renascença contactou o padre Arsénio Isidoro, mas não obteve resposta até ao momento.

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