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Advento-Natal

Presidente da CEP pede atenção aos pobres, idosos e migrantes

16 dez, 2025 - 10:06 • Henrique Cunha

D. José Ornelas diz que o Natal convida “à ternura” e abre “horizontes de futuro e de esperança”, mas não esquece os que sofrem com a guerra, as vítimas da pobreza e os idosos abandonados.

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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) começa a sua mensagem natalícia por lembrar que vamos celebrar o Natal “no meio de trevas assustadoras, ecos de guerra e receios de segurança, destruição, miséria e morte”, mas “onde se faz igualmente ouvir o vagido de um menino recém-nascido, convidando à ternura e apelando ao respeito e cuidado atento e abrindo horizontes de futuro e de esperança”.

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D. José Ornelas sublinha que também “vivemos um tempo repleto de desafios e tribulações, em Portugal e no mundo”. “Contudo, Jesus, que vem para as nossas famílias, Igreja e nações, convida-nos a escutar o choro de tantas crianças e os dramas espalhados pelo mundo, com os olhos de compaixão e fé ativa, neste ano Jubilar da esperança que estamos a concluir”, acrescenta.

Na sua mensagem, o presidente da CEP afirma que “o Natal de Belém mostra igualmente a solidariedade informal e generosa dos mais humildes e sofridos” e assegura que a quadra convida à proximidade “amiga e ativa” das "vítimas da pobreza que se tornam invisíveis", dos “jovens sem emprego”, dos “idosos abandonados ou dos migrantes que encontram desconfiança, indiferença e portas fechadas".

O também bispo de Leiria-Fátima recorda que “Deus escolheu nascer na fragilidade e na periferia onde a humanidade vive dilacerada” e defende que os cristãos devem levar ao mundo “a paz que parte da proximidade, de pontes e gestos concretos”.

“Essa paz começa nas nossas casas, nas nossas famílias, nas nossas relações, nas nossas comunidades e nas nossas ruas. O presépio do Deus Menino é aquele onde cabem todos quantos perderam a esperança”, acrescenta.

O presidente da CEP termina a sua mensagem com votos de que "este Natal desperte no coração de cada um o desejo de construir uma sociedade mais justa onde o respeito pela dignidade humana prevaleça".

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