Advento-Natal
Bispo de Aveiro convida ao acolhimento e à solidariedade
17 dez, 2025 - 07:41 • Olímpia Mairos
Como propostas práticas para viver o Natal, o bispo de Aveiro sugere dois gestos simples: a construção do Presépio em família, vivendo estas festas com simplicidade e sem desperdícios, e o convite para a mesa de Natal de alguém que esteja só ou em dificuldade.
O bispo de Aveiro, D. António Moiteiro, na sua Mensagem de Natal 2025 sob o tema “Natal, tempo para o acolhimento”, convida os fiéis a viverem esta quadra como um tempo de encontro com Deus e com os outros, marcado pela esperança, pela simplicidade e pela caridade, especialmente para com os mais frágeis da sociedade.
Na sua mensagem, D. António Moiteiro recorda que o Natal celebra a presença de Deus entre os homens, sublinhando que “Deus desce e vem até nós” por amor misericordioso, para libertar a humanidade “da escravidão, dos medos, do pecado e do poder da morte”. O bispo destaca que cada Natal é um convite a tomar consciência do amor de Deus, que se manifesta no envio do seu Filho.
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Referindo-se ao Advento e ao Natal como tempo de encontro com Jesus, o prelado desafia os cristãos a fazerem do seu coração “a casa de Jesus”, abrindo-se à luz e ao amor que Ele traz. O nascimento do Menino Jesus é apresentado como fonte de esperança e promessa de futuro, levando os fiéis a gestos concretos de fé, esperança e caridade.
D. António Moiteiro sublinha ainda a ligação profunda entre o Natal e a Páscoa, lembrando que “fomos salvos pela esperança” e que estas celebrações devem alimentar a vida cristã. Neste contexto, refere que o Jubileu que agora termina deve prolongar-se na vida da Igreja e da sociedade, apelando ao compromisso de todos na construção de uma sociedade mais justa.
Na sua reflexão, o bispo de Aveiro recorda que Jesus nasceu pobre e viveu com simplicidade, manifestando um olhar de amor e misericórdia pelos doentes, pobres e pecadores, frequentemente marginalizados. Citando o documento Dilexi te, afirma que Cristo “se fez pobre” e que a sua vida e pregação são sinais da compaixão de Deus por todos, sobretudo pelos mais frágeis.
“O Natal ganha sentido quando vemos Cristo no rosto dos necessitados e dos sofredores”, afirma D. António Moiteiro, alertando que o futuro da sociedade depende das escolhas feitas hoje, entre a recuperação da dignidade moral e espiritual ou a queda “no abismo da morte”.
Na Mensagem de Natal 2025, o bispo dedica especial atenção à situação dos migrantes, recordando as palavras do Papa Francisco sobre a missão da Igreja, sintetizada nos verbos “acolher, proteger, promover e integrar”. Para D. António Moiteiro, o Evangelho só é credível quando se traduz em gestos concretos de proximidade e acolhimento.
Como propostas práticas para viver o Natal, o bispo de Aveiro sugere dois gestos simples: a construção do Presépio em família, vivendo estas festas com simplicidade e sem desperdícios, e o convite para a mesa de Natal de alguém que esteja só ou em dificuldade.
A concluir, D. António Moiteiro convida cada pessoa a refletir sobre a forma como vive o Natal, apelando à humildade, generosidade, silêncio interior e reconciliação. A mensagem termina com votos de “um feliz e santo Natal” e de muitas bênçãos para o ano de 2026.
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