Audiência Jubilar
Papa convida a ouvir o clamor dos pobres: “A nossa tarefa é gerar, não roubar"
20 dez, 2025 - 12:10 • Aura Miguel
Na ultima audiência antes do encerramento do Jubileu, o Santo Padre sublinhou que a esperança nos ajuda a escutar e a levar à oração o grito da terra e o grito dos pobres e que, "toda junta, a criação é um grito”.
“A esperança é geradora, é uma força de Deus e, como tal, gera; não mata, mas dá à luz e faz renascer. Esta é a verdadeira força”, disse na manhã deste sábado Leão XIV, na Praça de São Pedro.
“O que ameaça e mata não é a força: é prepotência, é medo agressivo, é mal que nada gera. A força de Deus faz nascer. É por isso que vos quero dizer finalmente: ter esperança é gerar.”
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Num breve discurso aos peregrinos reunidos em Roma, numa ultima audiência antes do encerramento do Jubileu, o Santo Padre sublinhou que a esperança nos ajuda a escutar e a levar à oração o grito da terra e o grito dos pobres e que, "toda junta, a criação é um grito”.
O pontífice advertiu, no entanto, que “muitos poderosos não ouvem este clamor: a riqueza da terra está nas mãos de poucos, pouquíssimos, cada vez mais concentrada — injustamente — nas mãos daqueles que muitas vezes se recusam a ouvir o gemido da terra e dos pobres”.
E acrescentou: “Deus destinou a todos os bens da criação, para que todos possam neles participar. A nossa tarefa é gerar, não roubar.”
Leão XIV frisou que “Deus gera sempre” e que “continua a criar e nós podemos gerar com Ele, na esperança”, sublinhando que a história está nas mãos de Deus e dos que n’Ele esperam. "Não há só os que roubam, há sobretudo os que geram”, concluiu.
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