Ouvir
  • Noticiário das 12h
  • 16 mai, 2026
A+ / A-

Missa de Natal

D. Rui Valério denuncia o "medo do futuro que paralisa a coragem de gerar vida"

25 dez, 2025 - 13:42 • Diogo Camilo , Teresa Almeida

Cardeal patriarca de Lisboa nao esqueceu as nações em guerra, no Médio Oriente e Ucrânia, e indicou um caminho para a paz.

A+ / A-

O Patriarca de Lisboa voltou a chamar a atenção para os medos do mundo, que impedem de ver o próximo.

Na Sé de Lisboa, durante a homilía da missa de Natal, D. Rui Valério falou do "inverno da alma" que, apesar dos brilhos das luzes, nos paralisa perante os que mais precisam, saudando os doentes, os detidos e as pessoas que estão em situação de sem abrigo.

"Sob o brilho de luzes artificiais, esconde-se um inverno da alma. Vemos nações que se devoram, uma corrida ao armamento que denuncia a perda de estima pela vida, e o medo - esse veneno subtil - a infiltrar-se no quotidiano: o medo do mendigo que nos faz subir o vidro do carro; o medo da religião do outro que nos tenta levar a negar os fundamentos da nossa própria fé; o medo do futuro que paralisa a coragem de gerar vida", declarou.

Durante a homilia, D. Rui Valério nao esqueceu as nações em guerra e indicou um caminho para a paz.

"Aqui está a chave para a paz. Onde tudo é conquista, não há paz. Onde tudo é competição, não há paz. Onde tudo é medo de perder, não há paz. Fazer a paz é reconhecer o outro, reconhecer-lhe o direito de existir, assumir algo do seu peso, da sua dor, da sua dignidade", afirmou o cardeal patriarca de Lisboa.

D. Rui Valério mencionou o Médio Oriente e a Ucrânia e referiu que construir relações é essencial para vermos os que precisam de atenção: "Uma sociedade que vive do dom constrói relações, políticas e economias que não descartam; torna visíveis os pobres, os idosos, os doentes, os migrantes; aprende a ternura como linguagem pública".

Ouvir
  • Noticiário das 12h
  • 16 mai, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque