Bispos pedem “pontes” de reconciliação para “curar feridas” na Venezuela
05 jan, 2026 - 16:57 • Agência Ecclesia
Presidência do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho enviou mensagem de solidariedade à população, depois da deposição de Nicolás Maduro.
O Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM) manifestou a sua solidariedade à Igreja e ao povo da Venezuela, apelando à superação da violência e à construção de caminhos de justiça baseados no diálogo e na verdade.
“Encorajamos todos os esforços para construir pontes, curar feridas e avançar na reconciliação, sem excluir ninguém. A Igreja é chamada a ser casa aberta, espaço de encontro e voz serena que anime a esperança”, refere a mensagem da presidência do organismo.
No texto, assinado pelo cardeal Jaime Spengler e pelos restantes membros da direção, o CELAM alinha-se com o apelo deixado este domingo pelo Papa Leão XIV, sublinhando que “o bem do povo deve estar sempre acima de qualquer outra consideração”.
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Os Estados Unidos da América lançaram no sábado “um ataque em grande escala” na região de Caracas e nalgumas localidades próximas para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela.
Os bispos latino-americanos pedem o respeito pela “dignidade de todas as pessoas” e o cuidado com os mais pobres, rejeitando a violência num momento de incerteza política no país.
“Acreditamos firmemente que caminhar juntos, ouvir-nos com respeito e buscar o bem comum é o caminho que o Senhor nos propõe hoje”, indicam os responsáveis, assegurando aos venezuelanos e aos seus pastores que “não estão sozinhos”.
A mensagem, divulgada por ocasião da solenidade da Epifania, utiliza a simbologia da data para falar do atual momento da Venezuela: “Deus ilumina a noite e abre novos caminhos, mesmo quando tudo parece incerto”.
O documento invoca ainda a proteção de Nossa Senhora de Coromoto e dos santos venezuelanos José Gregório Hernández e madre Cármen Rendiles para a construção de um futuro de “paz, dignidade e esperança”.
- Noticiário das 7h
- 18 jul, 2026





