07 jan, 2026 - 10:06 • Aura Miguel
Leão XIV iniciou esta quarta-feira um novo ciclo de catequeses dedicado ao Concílio Vaticano II, que completou 60 anos no ano passado.
Na Audiênca geral de hoje, o Papa considerou este Concílio uma “verdadeira aurora para a Igreja”, porque “foi ali que os aprofundamentos teológicos do século anterior retomaram uma visão profunda da fé, mais aberta ao diálogo com Deus, os irmãos e o mundo”. Por isso, “será importante conhecê-lo novamente de perto, e fazê-lo não por meio de ‘boatos’ ou das interpretações que foram dadas, mas relendo os seus Documentos e refletindo sobre o seu conteúdo. De facto, é o Magistério que ainda hoje constitui a luz que orienta o caminho da Igreja”, sublinhou.
O Santo Padre acrescentou que os textos do Concílio Vaticano II “atentos à tradição, agindo sobre o presente e olhando ao futuro, propõem uma Igreja que é reflexo de Cristo, a verdadeira Luz dos povos, e convocam todos à participação e co-responsabilidade” e “incluem os traços que definem a espiritualidade pastoral dos cristãos, chamados a interpretar os sinais dos tempos e anunciar o Evangelho como mensageiros de esperança e reconciliação”.
No final da catequese, Leão XIV saudou os peregrinos de língua portuguesa, com uma referencia especial aos provedores das Santas Casas de Misericórdia da Diocese de Bragança-Miranda. A todos pediu orações “para que os frutos espirituais do Jubileu recentemente concluído sustentem o testemunho dos cristãos, chamados a ser promotores da justiça e da paz na santidade”.
O primeiro Consistório extraordinário do pontificado de Leão XIV arranca esta quarta-feira, às 15h00, com o objetivo de “fortalecer a comunhão entre o Bispo de Roma e os cardeais, que são chamados a colaborar de modo especial na solicitude pelo bem da Igreja universal”. Além desta breve informação divulgada há uns meses pelo Vaticano, a agenda dos trabalhos não foi publicada.