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Vaticano

Leão XIV aos cardeais: "Tenho necessidade de contar convosco"

08 jan, 2026 - 00:33 • Aura Miguel, enviada especial a Roma

Na abertura do Consistório extraordinário, o Papa disse que estava ali para escutar os cardeais que vieram de todo o mundo.

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Na primeira sessão do Consistório extraordinário do seu pontificado, o Papa Leão XIV disse esta quarta-feira aos 170 cardeais reunidos em Roma: “Tenho necessidade de contar convosco. Chamaram-me para esta missão, por isso, é importante refletirmos juntos”.

As palavras improvisadas de Prevost foram reveladas aos jornalistas no final da primeira sessão de trabalhos de grupo deste Consistório, que tem como objetivo “crescer na comunhão ao serviço da colegialidade”.

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São 20 os grupos de trabalho, distribuídos em dois blocos: um bloco, com nove grupos, integra essencialmente cardeais provenientes de igrejas locais; e o outro é constituído por 11 grupos de cardeais que trabalham na Cúria romana.

Até agora, segundo revela a Sala de Imprensa da Santa Sé, os temas mais debatidos referem-se à evangelização e à sinodalidade.

Os trabalhos decorrem de forma bastante blindada. Aos cardeais participantes foi-lhes pedido uma atitude de reserva absoluta perante a comunicação social, facto que levou os purpurados portugueses aqui presentes a um “blackout” informativo.

“Estou aqui para escutar”

Além das palavras improvisadas que proferiu no final da primeira sessão desta quarta-feira, Leão XIV iniciou o Consistório com um discurso de boas-vindas.

“A unidade atrai, a divisão dispersa”, afirmou. “Parece-me que isso também se verifica na física, tanto no micro como no macrocosmo. Por conseguinte, para sermos uma Igreja verdadeiramente missionária, ou seja, capaz de testemunhar a força atrativa da caridade de Cristo, devemos em primeiro lugar pôr em prática o seu mandamento, o único que Ele nos deu, depois de ter lavado os pés dos discípulos: 'Que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei'.”

Consciente da diversidade geográfica, pessoal e cultural dos presentes, o Papa afirmou: “Somos chamados, em primeiro lugar, a conhecer-nos e a dialogar para podermos trabalhar juntos ao serviço da Igreja. Espero que possamos crescer em comunhão para oferecer um modelo de colegialidade”.

E após ter explicado o método de trabalho dos 20 grupos que compõem este Consistório, concluiu: “Estou aqui para escutar. Não temos de chegar a um texto, mas sim levar por diante uma conversa que me ajude no serviço em prol da missão de toda a Igreja."

Nesta quinta-feira, segundo e último dia do Consistório, a agenda é intensa. O dia começa bem cedo, às 7h30 (hora italiana) com uma “Missa pela Igreja”, na Basílica de São Pedro, e os trabalhos de grupos realizam-se em duas sessões, uma de manhã e outra de tarde. Cada sessão é moderada por um cardeal da Cúria. A desta quinta-feira de manhã ficará a cargo do português D. José Tolentino de Mendonça.

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