17 jan, 2026 - 12:49 • Henrique Cunha
O bispo do Funchal, D. Nuno Brás, diz que "há muitos madeirenses a pensar em regressar à Venezuela”.
"Perspetiva-se o êxodo de madeirenses para a Venezuela, quando a situação no país estiver mais amadurecida”, diz D. Nuno à Renascença.
O bispo alude em particular “aos muitos madeirenses que ainda lá têm propriedades” e que “sobretudo, deixaram lá o coração” e que ponderam regressar “se perceberem que a situação política e económica é favorável”.
Nestas declarações à Renascença, feitas à margem da 19.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura, D. Nuno Brás afirma que a preocupação do primeiro momento deu lugar “a uma esperança muito grande num futuro melhor para a Venezuela”, com mais liberdade e mais respeito pelo direito.
“Aquele primeiro momento foi um momento de muita preocupação porque havia, objetivamente, a possibilidade de uma guerra. Depois, esse momento deu lugar àquilo que estamos a viver que é uma esperança muito grande num futuro muito melhor para a Venezuela. Existe a esperança de que o país caminha para uma situação em que as pessoas possam viver com uma perspetiva de futuro”, aponta o bispo do Funchal.
A 19.ª Jornada Nacional da Pastoral da Cultura decorrem este sábado em Fátima e são dedicadas à temática da Inteligência Artificial (IA). “Para além do Algoritmo” é o tema dos trabalhos.
Para D. Nuno Brás, o bispo que preside à da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, a IA é “um mundo novo”. Apesar de marcado ainda por um conjunto de incertezas, é certo que "nenhuma máquina vai ser capaz de substituir o humano na sua humanidade”.
A jornada tem como principais oradores Henrique Leitão, investigador principal no Departamento de História e Filosofia das Ciências, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa; Pilar Gordillo, delegada diocesana de Fé Cultura da arquidiocese de Toledo, e a maestrina Joana Carneiro.