18 jan, 2026 - 08:00 • Henrique Cunha
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, apela à “participação responsável de todos os cidadãos nas eleições presidenciais, deste domingo”.
Em declarações à Renascença, D. José Ornelas lembra que "a abstenção é deixar os nossos direitos por mãos alheias".
"Não votar é um erro, é deixar os outros escolher por mim", enfatiza o também bispo de Leiria-Fátima
O prelado madeirense admite que se possa errar "ao escolher”, mas insiste: "Devemos votar em consciência."
Para D. José Ornelas, não é seguro pensar-se que a democracia é um direito adquirido. "O mundo está cheio de exemplos em que este e outros direitos que pareciam já conquistados e adquiridos para todos e não são assim tão um direito”, alerta.
“É, por isso, importante que todos nós participemos neste direito e dever de cidadania. Isto é a única coisa que tenho a dizer, cada um vote, vote bem segundo aquilo que pensa que deve ser o melhor para este país", insiste.
Na última semana, o Conselho permanente da CEP divulgou uma nota em que sublinha que "exercer o direito de voto é uma expressão concreta do serviço ao bem comum, de corresponsabilidade na construção da sociedade e um sinal de respeito pela democracia".
D. José Ornelas reforça a mensagem do comunicado dos bispos portugueses e lembra "o momento de incertezas que vivemos", com "pessoas que querem impor aos outros regras e o seu poder", é muito importante participar nas eleições para "preservar a democracia e os direitos que nós temos".
O presidente da CEP exorta sobretudo as gerações mais novas a participar nas eleições deste domingo, sublinhando que "aqueles que não tinham direito a votar dão bem importância" às eleições e à participação nos atos eleitorais.
“A geração daqueles que não tinham direito a votar, na qual me incluo, nós damos bem importância a este facto de vivermos numa sociedade e num país que pelo menos quer ser democrática e quer respeitar e preservar o direito de escolher aquelas que os representam e governam. É por isso que, por norma, nós não falhamos e não faltamos a este encontro que é fundamental para a participação e para a democracia do país”, conclui.