Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 19 fev, 2026
A+ / A-

Eleições presidenciais

D. José Ornelas: "A abstenção é deixar os nossos direitos por mãos alheias"

18 jan, 2026 - 08:00 • Henrique Cunha

Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa apela à participação nas eleições presidenciais. D. José Ornelas alerta que "o mundo está cheio de exemplos" de "direitos que pareciam adquiridos", mas que se podem perder.

A+ / A-

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, apela à “participação responsável de todos os cidadãos nas eleições presidenciais, deste domingo”.

Em declarações à Renascença, D. José Ornelas lembra que "a abstenção é deixar os nossos direitos por mãos alheias".

"Não votar é um erro, é deixar os outros escolher por mim", enfatiza o também bispo de Leiria-Fátima

O prelado madeirense admite que se possa errar "ao escolher”, mas insiste: "Devemos votar em consciência."

Para D. José Ornelas, não é seguro pensar-se que a democracia é um direito adquirido. "O mundo está cheio de exemplos em que este e outros direitos que pareciam já conquistados e adquiridos para todos e não são assim tão um direito”, alerta.

“É, por isso, importante que todos nós participemos neste direito e dever de cidadania. Isto é a única coisa que tenho a dizer, cada um vote, vote bem segundo aquilo que pensa que deve ser o melhor para este país", insiste.

Na última semana, o Conselho permanente da CEP divulgou uma nota em que sublinha que "exercer o direito de voto é uma expressão concreta do serviço ao bem comum, de corresponsabilidade na construção da sociedade e um sinal de respeito pela democracia".

D. José Ornelas reforça a mensagem do comunicado dos bispos portugueses e lembra "o momento de incertezas que vivemos", com "pessoas que querem impor aos outros regras e o seu poder", é muito importante participar nas eleições para "preservar a democracia e os direitos que nós temos".

O presidente da CEP exorta sobretudo as gerações mais novas a participar nas eleições deste domingo, sublinhando que "aqueles que não tinham direito a votar dão bem importância" às eleições e à participação nos atos eleitorais.

“A geração daqueles que não tinham direito a votar, na qual me incluo, nós damos bem importância a este facto de vivermos numa sociedade e num país que pelo menos quer ser democrática e quer respeitar e preservar o direito de escolher aquelas que os representam e governam. É por isso que, por norma, nós não falhamos e não faltamos a este encontro que é fundamental para a participação e para a democracia do país”, conclui.

Ouvir
  • Noticiário das 8h
  • 19 fev, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+