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Vaticano confirma que procurou "solução para a Venezuela que evitasse derramamento de sangue"

18 jan, 2026 - 13:59 • Aura Miguel , Raul Santos

O Secretário de estado do Vaticano reafirma o compromisso da Santa Sé em favor de uma solução pacífica para a crise e que esta evolua para uma “democratização do país”.

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O Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, confirma que a Santa Sé trabalhou para conseguir uma solução para a Venezuela “que evitasse derramamento de sangue".

“Tentamos encontrar uma solução que evitasse qualquer derramamento de sangue, talvez chegando a um acordo com Maduro e outros representantes do regime, mas isso não foi possível”, disse Pietro Parolin, no sábado, à margem de um evento em que participou.

“Tentámos o que também apareceu em alguns jornais”, disse ainda Parolin, numa referência ao que o jornal "The Washington Post" escreveu sobre uma intervenção da Santa Sé para conseguir um salvo-conduto para Nicolás Maduro, antes de ele ser detido pelos Estados Unidos.

De acordo com o “Vatican News”, o cardeal Parolin reiterou o compromisso constante da Santa Sé em favor de uma solução pacífica para a crise.

O desejo expresso pelo cardeal é que a atual situação de “grande incerteza” evolua para a “estabilidade”, uma recuperação econômica, “porque a situação econômica é realmente muito precária”, e também uma “democratização do país”.

Embora Parolin não tenha dado detalhes, o jornal "The Washington Post" publicou no dia 9 de janeiro que a Santa Sé teria tentado negociar uma oferta de asilo na Rússia para o presidente venezuelano.

O Papa Leão XIV aludiu em várias ocasiões à crise na Venezuela, a última na sexta-feira, durante seu discurso perante o corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé, quando pediu que se respeitasse a vontade do povo venezuelano e se procurassem soluções pacíficas.

Em 3 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando Maduro e a sua mulher, que foram levados para Nova Iorque, onde serão julgados por acusações relacionadas com narcoterrorismo.

A então vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina dois dias após o ataque, por ordem do Supremo Tribunal de Justiça.

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