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Administração Trump

Arcebispo norte-americano contra invasão da Gronelândia

21 jan, 2026 - 01:43 • Ricardo Vieira, com Reuters

E deve um militar contrariar ordens “moralmente questionáveis” contrárias à sua consciência? O arcebispo católico admite que pode ser “moralmente aceitável”.

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Os Estados Unidos não devem anexar a Gronelândia pela força, defende o arcebispo norte-americano Timothy Broglio, e poderá ser “moralmente aceitável” um militar desobedecer a ordens “moralmente questionáveis”.

Em entrevista à BBC, divulgada no domingo, o responsável pela Conferência dos Bispos Católicos dos EUA considerou que não parece razoável que a Administração Trump ataque e ocupe a Gronelândia, território governado pela Dinamarca, um aliado da NATO.

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Uma coisa seria se o povo da Gronelândia quisesse ser anexado — isso seria uma situação diferente”, afirmou Broglio. “Mas tomá-la pela força, quando já existem tratados que permitem uma instalação militar norte-americana na Gronelândia? Não parece necessário.”

E deve um militar contrariar ordens “moralmente questionáveis” contrárias à sua consciência? O arcebispo católico admite que pode ser “moralmente aceitável”.

Na entrevista à BBC, Timothy Broglio, responsável pelo acompanhamento pastoral dos membros das Forças Armadas dos EUA, disse recear que alguns militares possam vir a ser colocados em situações em que recebam ordens consideradas “moralmente questionáveis”.

Timothy Broglio, que preside também à Conferência dos Bispos Católicos dos EUA, afirmou que “seria moralmente aceitável desobedecer a essa ordem, mas isso poderá colocar o indivíduo numa situação insustentável, e é isso que me preocupa”.

O arcebispo não especificou que tipo de ordens considera moralmente questionáveis.

As declarações surgem numa altura em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem mobilizado tropas para as ruas de cidades norte-americanas e ameaça com uma eventual ação militar para assumir o controlo da Gronelândia.

O Pentágono ainda não comentou as declarações do arcebispo norte-americano.

No início deste mês, Trump disse ao jornal The New York Times que se sente limitado apenas pela sua “própria moral”.

O arcebispo Timothy Broglio manifestou preocupação com essas declarações, defendendo que o direito internacional e os princípios morais individuais devem caminhar lado a lado.

Broglio é o mais recente dirigente da Igreja Católica a manifestar preocupações em relação às posições de Trump. Na segunda-feira, três outros arcebispos criticaram a orientação da política externa dos EUA. Líderes da Igreja têm também contestado a agenda migratória da administração Trump.

No ano passado, seis congressistas democratas divulgaram um vídeo a lembrar aos militares que é seu dever rejeitar ordens ilegais, o que motivou críticas da administração Trump, incluindo uma decisão do Pentágono de despromover o senador Mark Kelly, do Arizona, do posto de capitão reformado da Marinha.

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