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JORNALISMO

Arcebispo de Évora: "A comunicação social corre o risco de se desacreditar"

23 jan, 2026 - 16:38 • Filipa Ribeiro

D. Francisco Senra Coelho destaca o "poder" da comunicação social e defende que "não se deve esticar vozes nem rostos" por sensacionalismo a propósito da mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial das Comunicações Sociais que esteve em debate na Arquidiocese de Évora.

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O arcebispo de Évora avisa que a comunicação social "é um grande poder" que pode influenciar " a opinião pública".

Na véspera do dia de São Francisco de Sales - padroeiro dos jornalistas - e dia em que será divulgada a mensagem do Papa Leão XIV para o 60º Dia Mundial das Comunicações Sociais que será assinalado a 31 de maio, D. Francisco Senra Coelho participou num encontro na arquidiocese que procurou refletir o tema da mensagem do Papa : "Preservar Vozes e Rostos Humanos".

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D. Francisco Senra Coelho começa por destacar o verbo preservar para destacar que há uma preocupação com a palavra que ao contrário pode significar "manipular". O arcebispo de Évora entende que preservar quer dizer que não se deve "esticar" as interpretações.

"Há aqui uma fidelidade às vozes e aos rostos, ou seja, não esticarmos as vozes e os rostos até onde queremos chegar por motivos sensacionalistas e relacionados com a venda e concorrência", defendeu.

O arcebispo de Évora entende que atualmente "é a comunicação social que assume a condição dos acontecimentos" e dá como exemplos a informação que surge até em fases de campanha eleitoral numa fase em que o país segue para uma segunda volta de eleições presidenciais.

D. Francisco Senra Coelho entende que a "comunicação social corre o risco de se desacreditar", acrescentando que "certa comunicação social corre o risco de não ser credível, pois a opinião pública vai sendo cada vez mais madura e fazendo as suas opções".

Para os jornalistas, o arcebispo da arquidiocese de Évora defende ser importante que se priorize o "profissionalismo e a objetividade que leva a sentir a cor e o cheio da verdade e realidade" numa profissão que considera para pessoas que estejam "em permanente concorrência, observação e renovação constante".

Ainda sobre a mensagem do Papa Leão XIV numa era em que cada vez mais há recurso à Inteligência Artificial (IA), D. Francisco Senra Coelho realça que o ser humano é muito mais que apenas "inteligência" e que ao valorizar-se a IA como um Homem não deixa de ser alguém "cabeçudo e com um coração de berlinde", como caracteriza para defender que a inteligência artificial não dá "voz nem rosto" sendo apenas uma ferramenta que não dá a "beleza" dos acontecimentos.

Promovido pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais e o Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora, o encontro deste ano que reflete a mensagem para a comunicação social realizou-se em Évora.

A diretora do Secretariado, Isabel Figueiredo recordou no encontro a mensagem de 2025 ainda escrita pelo Papa Francisco que pedia o "desarmar das palavras" promovendo uma "comunicação de paz".

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