04 fev, 2026 - 08:21 • Henrique Cunha
O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, alerta que "há sempre o risco de alguém ficar para trás" depois de uma crise.
"Quando há uma catástrofe com esta dimensão, quando nos deparamos com circunstâncias absolutamente inesperadas e para as quais ninguém tem experiência, o risco sempre existe", alerta D. Virgílio, em declarações à Renascença e à Agência Ecclesia.
Para o bispo de Coimbra, “há uma enormíssima vontade de adotar as medidas mais adequadas para minorar dificuldades”., mas "por muitas provisões e muita preparação que existisse, não havia a preparação necessária para acorrer a todas as situações e a todas as circunstâncias, porque a realidade se impõe e, às vezes, é superior às nossas capacidades”.
D. Virgílio Antunes diz que a sua diocese "também foi afetada” pela depressão Kristin, embora “não tanto como a região de Leiria, como o distrito de Leiria”
"Houve muitos estragos, particularmente na zona mais sul da nossa diocese de Coimbra”, precisa.
“Portanto, há muitas pessoas que estão a sofrer, pelo facto de a tempestade ter atingido sobretudo as suas casas e pelo facto de terem estado muitas povoações sem água, sem eletricidade, sem comunicações”, lamenta.
Neste momento, todas as atenções estão voltadas para o risco de cheias na região e o bispo admite que "há o medo da subida do caudal de alguns rios, nomeadamente do rio Mondego, que parece iminente com a abundância das chuvas nos próximos dias, sobretudo devido a um pico na quinta-feira e no domingo”.
Para fazer face às dificuldades, a diocese conta com “o trabalho da Cáritas diocesana”, a quem é reconhecida “bastante capacidade para ajudar a resolver as questões mais imediatas”.
O bispo de Coimbra adianta, por outro lado, que “há algumas instalações que estão disponíveis, nomeadamente o seminário, embora saibamos que a Câmara e os municípios desta região, com todos os organismos da proteção civil, têm já plano A e plano B, para esta eventualidade”.
“Pensamos que está, efetivamente, tudo assegurado da melhor forma para acompanhar esta situação que pode agravar-se. Acreditamos que as instituições, as entidades públicas e privadas estão a fazer tudo aquilo que é possível e, provavelmente, vamos ter capacidade para acolher e para dar resposta a todos”, remata D. Virgílio Antunes.