Quaresma 2026
Bispo de Coimbra destina Renúncia Quaresmal às vítimas das recentes tempestades
13 fev, 2026 - 09:50 • Olímpia Mairos
D. Virgílio Antunes apela a uma Quaresma vivida na solidariedade, na conversão espiritual e na atenção aos mais frágeis.
O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, anunciou que o produto da Renúncia Quaresmal deste ano será destinado a apoiar as vítimas das recentes calamidades climatéricas, sublinhando que esta Quaresma é vivida “na solidariedade para com os que sofrem pela perda de pessoas, de bens, de tranquilidade e de paz”.
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Na sua mensagem pastoral para o tempo quaresmal, o prelado lembra que as tempestades das últimas semanas atingiram profundamente muitas famílias e comunidades, levando a Igreja a assumir-se como “casa afetada e sofredora”, mas também como espaço de fraternidade.
“Vivemos esta Quaresma na solidariedade para com os que sofrem (…) e oferecemos o produto material da nossa Renúncia Quaresmal para ajudar as vítimas das calamidades climatéricas”, afirma.
D. Virgílio Antunes recorda que a Quaresma evoca os quarenta dias de Israel no deserto e o caminho de Jesus conduzido pelo Espírito, propondo um tempo de conversão, liberdade interior e aprofundamento da espiritualidade cristã.
“A Quaresma é um tempo oferecido ao Povo de Deus para se fortalecer na sua caminhada espiritual em direção à celebração da Páscoa anual e a caminho da Páscoa eterna”, sublinha.
O bispo de Coimbra desafia os fiéis a uma vivência espiritual mais profunda, centrada na ação do Espírito Santo e na comunhão com Cristo, iniciada no batismo.
“A espiritualidade cristã consiste em levarmos o Espírito de Cristo a toda a nossa vida”, escreve, apontando os Apóstolos e a Virgem Maria como modelos de acolhimento do Espírito e de testemunho da fé.
Na mensagem, D. Virgílio Antunes destaca ainda a importância da Palavra de Deus, da leitura orante da Sagrada Escritura e da Eucaristia como “verdadeiro alimento da espiritualidade cristã”.
“A Eucaristia não é um prémio para as nossas virtudes, mas o dom do amor de Deus”, que se reparte com pobres e pecadores, afirma.
O bispo apela também à vivência do sacramento da Reconciliação, descrito como “verdadeiro milagre da graça e da misericórdia”, e lança um desafio claro à missão dos cristãos no mundo.
“Hoje, somos nós, habitados pelo Espírito Santo, as testemunhas enviadas”, escreve, apelando à promoção da justiça, da paz e da solidariedade.
A mensagem termina com um voto dirigido a toda a diocese: “Desejo a todos uma santa Quaresma, um verdadeiro enraizamento na espiritualidade cristã, que nos encha do amor de Deus e nos aproxime dos outros como irmãos.”
- Noticiário das 20h
- 15 jun, 2026








