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Reconstrução do património da Diocese de Leiria-Fátima custa pelo menos 12 milhões de euros

15 fev, 2026 - 12:03 • Olímpia Mairos , Marisa Gonçalves

Metade do edificado foi afetado. Marco Daniel Duarte diz à Renascença que se trata ainda de uma primeira estimativa e alerta para a degradação progressiva do património centenário, defendendo apoio também para bens não classificados.

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Cerca de metade do património da Diocese de Leiria-Fátima foi atingido pela depressão Kristin e os prejuízos poderão rondar os 12 milhões de euros, segundo uma primeira avaliação.

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Em declarações à Renascença, o diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, Marco Daniel Duarte, sublinha que se trata ainda de um valor provisório.

Estima-se que andará à volta de 12 milhões de euros a verba que é necessária para reconstruir o património da Diocese. Claro que é preciso ressalvar que se trata ainda de uma primeira estimativa, que não assenta em orçamentos detalhados, sobretudo em orçamentos por empresas especializadas no património e, por isso, esta verba provavelmente estará abaixo daquilo que será necessário para reerguer estas igrejas”, sublinha.

O responsável mostra-se preocupado com as formas de financiamento que permitam avançar com a recuperação do edificado atingido e defende que o património não classificado deve ser incluído em eventuais apoios do Estado.

Esse património não pode ser descurado. Seria muitíssimo interessante que esta catástrofe nos levasse a aplicar aquilo que defendemos nos congressos e nos artigos científicos. Se este património é património que interessa preservar, então demonstremo-lo”, assinala.

Marco Daniel Duarte aponta ainda para a dimensão social do problema, lembrando que muitas das comunidades afetadas estão afastadas dos centros de decisão.

“Quando olharem para a forma de trabalharmos o património, vão perceber a importância que damos também a estas pessoas que estão mais afastadas dos círculos de decisão, dos círculos governamentais. Esse é o grande desafio”, aponta.

O diretor do Departamento do Património Cultural alerta igualmente para os efeitos da humidade nas estruturas centenárias, que poderão agravar os danos já registados.

“Sabemos que toda esta humidade que se infiltrou nas estruturas das igrejas, sobretudo nas estruturas pétreas, mas também nas madeiras e nos retábulos, vai provocar uma degradação progressiva à medida que os dias passam. Estes 12 milhões são, obviamente, uma estimativa provavelmente longe daquilo que virá a ser necessário para a reabilitação deste património”, destaca.

Entretanto, a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre lançou uma campanha de angariação de fundos para apoiar a recuperação do património da Diocese de Leiria-Fátima afetado pela depressão Kristin.

[notícia atualizada às 17h00 de 15 de fevereiro de 2026]

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