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Quaresma 2026

"Vale a pena participar". Procissão do Senhor dos Passos da Graça acontece desde 1587

01 mar, 2026 - 08:00 • Henrique Cunha

O provedor da Real Irmandade da Santa Cruz e Passos da Graça convida à participação na procissão que, neste segundo domingo da Quaresma, volta a percorrer algumas das principais artérias de Lisboa.

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A procissão do Senhor dos Passos da Graça, uma das mais antigas manifestações religiosas da capital, vai ser presidida, este domingo, pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, e voltará a contar com a presença do ainda Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O provedor da Irmandade dos Passos da Graça, Francisco Mendia, deixa, na Renascença, o convite à participação, mesmo para quem não é crente.

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“Vale a pena participar porque uma coisa é estarmos aqui a falar da procissão e outra é ver toda a sua dimensão. E as pessoas só se apercebem, realmente, da sua dimensão participando. Eu acho que ninguém fica indiferente, mesmo não sendo crente. É um momento da manifestação de fé, mas também é um momento cultural”, adianta.

Francisco Mendia destaca a relevância da manifestação religiosa, num ano especial para a Real Irmandade. "Estamos a falar de uma procissão que envolve mais de 500 pessoas e este ano é um ano especial para nós, porque a nossa irmandade faz 440 anos e de procissões são 439, porque a profissão só começou a ser feita no ano seguinte ao da fundação."

“E este é um ano em que temos uma responsabilidade acrescida: a irmandade foi condecorada pelo senhor Presidente da República, que, aliás, vai estar presente, num dos seus últimos atos oficiais”, acrescenta.

A procissão tem início pelas 15h00, junto à Igreja de São Roque, no Largo Trindade Coelho, e dirige-se à Baixa-Chiado com destino à Igreja da Graça.

No final da procissão, no Miradouro da Graça, o patriarca de Lisboa e Aio do Senhor dos Passos vai abençoar a cidade com o Santo Lenho, uma relíquia da Cruz em que Jesus Cristo foi crucificado. D. Rui Valério preside, depois, à eucaristia, na Igreja da Graça.

No seu site, o Patriarcado assinala a importância e revelância da procissão que teve "origem em 1587, e que é considerada uma das mais emblemáticas da cidade e um marco na celebração da Quaresma, pela sua tradição secular e pelo forte enraizamento na vida religiosa lisboeta".

"Após um longo período em que o percurso se concentrou apenas na zona da Graça, o itinerário original foi retomado, reforçando a ligação entre São Roque e a zona baixa da cidade e unindo, numa mesma expressão de fé, património, memória e devoção popular”, indica uma informação da Real Irmandade.

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