Cardeal levou telemóvel para o Conclave. Livro faz revelações sobre eleição de Leão XIV
02 mar, 2026 - 23:03 • Ricardo Vieira, com Reuters
Enquanto os cardeais se preparavam para realizar a primeira votação no interior da Capela Sistina, responsáveis pela segurança detetaram o sinal de uma ligação móvel ativa, refere livro dos vaticanistas Gerard O'Connell e Elisabetta Pique.
O Conclave que elegeu o Papa Leão XIV, em maio do ano passado, foi interrompido quando a segurança descobriu que um dos 133 cardeais eleitores tinha um telemóvel consigo, o que é proibido.
O caso foi revelado no livro "A Eleição do Papa Leão XIV", dos jornalistas vaticanistas Gerard O'Connell e Elisabetta Pique.
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O livro sobre os Conclave, que ainda não foi lançado em Portugal, não divulga a identidade do cardeal, mas refere alguns pormenores desconhecidos até agora.
Enquanto os cardeais se preparavam para realizar a primeira votação no interior da Capela Sistina, no Vaticano, equipada com dispositivos de bloqueio de comunicações para impedir contactos com o exterior, responsáveis pela segurança detetaram o sinal de uma ligação móvel ativa.
De acordo com o livro, os religiosos terão trocado olhares incrédulos até que um dos prelados mais idosos descobriu que tinha um telemóvel no bolso e o entregou.
Os correspondentes de longa data no Vaticano relatam que o cardeal ficou “desorientado e angustiado” com o episódio em plena Capela Sistina, mas tudo não terá passado de um equívoco – não é sugerido que tivesse qualquer intenção ao manter o telefone consigo.
A cena foi "inimaginável até para um filme e nunca vista na história moderna dos Conclaves", escrevem Gerard O'Connell e Elisabetta Pique.
Os cardeais que participam no Clonclave para a eleição do Papa fazem um voto de não comunicar com o mundo exterior enquanto durar a reunião. Devem também entregar os telemóveis e outros dispositivos de comunicações durante esse período.
Questionado pela agência Reuters, o gabinete de comunicação do Vaticano não comentou o caso que terá ocorrido no Conclave de 7 e 8 de maio de 2025, após a morte do Papa Francisco.
De acordo com o livro, dois cardeais surgiram logo como favoritos: o italiano D. Pietro Parolin e o norte-americano D. Robert Prevost.
Na primeira votação do Conclave, realizada na noite de 7 de maio, Prevost terá já obtido entre 20 e 30 votos — um número invulgarmente elevado, segundo o livro.
O cardeal filipino D. Luis Antonio Tagle, apontado como um dos favoritos à entrada para o processo eleitoral, nunca terá ultrapassado os 10 votos ao longo do Conclave.
À quarta votação, na tarde de 8 de maio, Prevost foi eleito com 108 votos. De acordo com o livro, Tagle estava sentado ao lado de Prevost enquanto decorria a contagem final e ofereceu ao futuro Papa uma pastilha para a garganta, para aliviar a rouquidão.
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- 13 mai, 2026










