Médio Oriente
Cáritas condena ataques dos EUA e de Israel ao Irão e apela ao fim imediato da escalada militar
02 mar, 2026 - 14:10 • Olímpia Mairos
Organização católica alerta para violações do Direito Internacional e pede contenção imediata para proteger civis e evitar uma escalada regional.
A Caritas Internationalis condena “de forma inequívoca” os ataques levados a cabo pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão, bem como as ações retaliatórias iranianas dirigidas a Israel e a vários países da região do Médio Oriente.
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Em comunicado, a confederação humanitária católica refere que, segundo informações divulgadas, terão sido lançadas mais de 1.200 bombas durante os ataques de sábado, classificando estes atos como “uma escalada grave da violência e da instabilidade regional”, com impacto direto nas já frágeis perspetivas de paz.
A Caritas alerta que os ataques “constituem violações graves da dignidade humana, do Estado de direito e do Direito Internacional”, incluindo a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional Humanitário, sublinhando que este último “protege civis e não combatentes em contextos de conflito armado”.
Civis e infraestruturas protegidas sob ataque
A organização destaca ainda que escolas, hospitais, locais de culto e zonas civis densamente povoadas são espaços protegidos pelo Direito Internacional Humanitário, devendo ser preservados mesmo em cenários de guerra.
“Ataques deliberados ou imprudentes contra estes locais são moralmente indefensáveis e legalmente proibidos”, afirma a Caritas, que considera particularmente preocupante o impacto da violência sobre populações vulneráveis, incluindo crianças.
Apelo urgente à contenção e à diplomacia
Perante o risco de uma escalada regional descontrolada, a Caritas exorta todas as partes envolvidas a “recuarem imediatamente do precipício”, apelando à suspensão de novas ações militares e ao cumprimento da obrigação de proteger os civis, “sem exceção”.
“A perda de vidas inocentes, especialmente de crianças, exige contenção urgente e um compromisso renovado com a diplomacia”, sublinha a confederação.
Também este domingo, no Angelus, o Papa Leão XIV deixou um apelo veemente à estabilidade e à paz no Médio Oriente, alertando para o risco de uma tragédia de grandes proporções.
“Perante a possibilidade de uma tragédia de proporções imensas, faço um apelo sincero a todas as partes envolvidas para que assumam a responsabilidade moral de travar a espiral de violência antes que se torne um abismo intransponível”, afirmou o Papa.
O pontífice defendeu ainda que “a diplomacia deve recuperar o seu papel adequado” e que o bem-estar dos povos deve ser colocado no centro das decisões políticas, acrescentando: “Continuemos a rezar pela paz”.
A Caritas Internationalis faz eco deste apelo, defendendo que “a justiça, a moderação e a primazia da vida humana” devem orientar as decisões dos líderes nacionais neste momento crítico, e apelando à comunidade internacional para agir rapidamente, de forma a evitar mais perdas de vidas inocentes e garantir um caminho credível para a paz.
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- 16 mai, 2026









