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Médio Oriente

Justiça e Paz Europa manifesta “profunda preocupação” com escalada de violência no Médio Oriente

03 mar, 2026 - 16:48 • Olímpia Mairos

Organismo católico alerta que “ameaças mútuas e o uso de armas” não são solução duradoura e apela ao regresso urgente ao diálogo. Na declaração, é ainda feito um apelo direto à União Europeia e à comunidade internacional para que intensifiquem esforços no sentido da desescalada e do pleno respeito pelo direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário.

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A Comissão Justiça e Paz Europa manifestou “profunda preocupação” com a espiral de violência em curso no Irão e em toda a região do Médio Oriente, alertando para o risco de agravamento do conflito e para o sofrimento das populações.

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Num documento enviado à Renascença, a co-presidência do organismo católico sublinha que “nenhum país, por mais poderoso que seja, deve colocar-se acima dos princípios fundamentais do direito internacional e da Carta das Nações Unidas”.

Os responsáveis destacam que “as ameaças mútuas e o uso de armas nunca podem constituir uma solução duradoura para os conflitos. Pelo contrário, apenas os amplificam”, aprofundando o ressentimento, desestabilizando regiões inteiras e corroendo os alicerces da paz e da segurança globais.

A declaração refere que a atual escalada “reflete uma lógica de confronto que domina cada vez mais a política global”, afastando-se dos princípios da legítima defesa, que exigem que todos os meios pacíficos sejam esgotados antes do recurso à força como último recurso.

Apelo ao diálogo e à diplomacia

A Justiça e Paz Europa associa-se ao apelo do Papa Leão XIV para que “todas as partes envolvidas assumam a responsabilidade moral de travar a espiral de violência” e regressem ao caminho do “diálogo razoável, sincero e responsável”.

O organismo sustenta que apenas uma diplomacia orientada para o “bem-estar dos povos que anseiam por uma existência pacífica baseada na justiça” poderá manter viva a esperança num futuro assente no respeito mútuo, na cooperação e na estabilidade.

Na declaração, é ainda feito um apelo direto à União Europeia e à comunidade internacional para que intensifiquem esforços no sentido da desescalada e do pleno respeito pelo direito internacional, incluindo o direito internacional humanitário.

“O bem das pessoas — aquelas que vivem no Médio Oriente, aquelas que lá se encontram temporariamente e todas as que sofrem as consequências mais amplas deste conflito — deve prevalecer sobre todas as considerações políticas, estratégicas ou económicas”, lê-se no texto.

Em tempo de Quaresma, a Comissão Justiça e Paz Europa convida à oração por uma paz “desarmada e desarmante”, capaz de tocar os responsáveis políticos e abrir caminho à justiça, à reconciliação e a uma paz duradoura no Médio Oriente e no mundo.

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