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Síria: Religiosa portuguesa pede orações para que a guerra “não alastre a mais países”

06 mar, 2026 - 12:04 • Olímpia Mairos

A única religiosa portuguesa a viver na Síria alerta para os riscos de escalada do conflito no Médio Oriente e diz que já há feridos no país devido à queda de projéteis, apelando à oração para que as comunidades cristãs não abandonem a região.

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A única religiosa portuguesa a viver na Síria lançou um apelo aos portugueses para que rezem pela paz no Médio Oriente e para que o atual conflito não se transforme numa guerra de maiores dimensões.

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Numa mensagem enviada para a Fundação AIS em Lisboa, a Irmã Maria Lúcia Ferreira — conhecida como Irmã Myri — pede que, neste tempo de Quaresma, os cristãos não se esqueçam da Síria e de toda a região.

Neste tempo de Quaresma, gostaria de pedir aos portugueses, através da Fundação AIS, que não se esqueçam de rezar pela Síria, assim como pelo Médio Oriente, neste novo conflito de consequências ainda imprevisíveis”, afirma a religiosa.

A irmã portuguesa, que pertence à congregação das Monjas da Unidade de Antioquia e vive no Mosteiro de São Tiago Mutilado, na vila de Qara, refere-se à escalada militar no Irão, iniciada há quase uma semana após ataques dos Estados Unidos e de Israel.

Segundo explica, trata-se de um conflito que pode ter impacto profundo na região e na permanência das comunidades cristãs.

É uma guerra que compromete a presença cristã no Médio Oriente, a terra da revelação e das primeiras civilizações”, alerta.

Por isso, reforça o pedido de oração para evitar um agravamento da situação.

Lanço um pedido de oração para que a guerra não alastre a mais países e não seja mais um argumento para que as famílias cristãs deixem a região”, diz. “Que encontrem sentido e objetivos para ficar, como uma vocação para o bem de toda a cristandade, como defensores das raízes da revelação”, acrescenta.


Queda de projéteis já provocou feridos na Síria

Na mensagem enviada para Lisboa, a religiosa refere também que a Síria, apesar de não estar diretamente envolvida no conflito, já começa a sentir algumas consequências.

Segundo a irmã Myri, a queda de projéteis — possivelmente fragmentos de mísseis intercetados pelo sistema de defesa israelita — já terá provocado feridos.

“Quanto à Síria, por enquanto, ainda não está envolvida diretamente nesta guerra, embora já esteja a sofrer algumas consequências, pelos projéteis que caem perdidos ou restos deles, como resultado da explosão no ar depois de serem intercetados pelo sistema de defesa israelita”, explica.

Já houve, pelo menos, feridos. Não tenho a certeza se houve alguns mortos”, acrescenta.

De acordo com a religiosa, por precaução, muitas pessoas evitam sair à rua, sobretudo no sul do país, onde já foram registados estes incidentes.

Insegurança e custo de vida continuam a marcar o país

Apesar da tensão regional, a religiosa portuguesa sublinha que a Síria continua a enfrentar os mesmos problemas que têm marcado o país nos últimos anos: insegurança, incerteza e um custo de vida muito elevado.

“Aqui, no país, a situação continua um bocadinho na mesma, afetando os cristãos por causa da insegurança, da incerteza e dos preços altíssimos que tornam a vida bastante difícil”, refere.

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