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Papa diz que oração pode “mudar o curso da história” e que um mundo sem guerras não é impossível

07 mar, 2026 - 21:15 • Olímpia Mairos

Mensagem enviada a encontro internacional nos Estados Unidos apela à colaboração global para combater a “globalização da indiferença”.

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O Papa Leão XIV afirmou que uma era livre de guerras não é inatingível e defendeu que a oração comum entre pessoas de diferentes religiões pode ajudar a mudar o rumo da história.

“Quando pessoas de diferentes tradições religiosas se reúnem em oração, esta tem o poder de mudar o curso da história”, afirmou o Papa, numa mensagem enviada este sábado ao Encontro Internacional pela Paz e Reconciliação, que está a decorrer na Universidade Loyola em Chicago, nos Estados Unidos da América, citada pelo portal de notícias do Vaticano.

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Na mensagem, o Papa alerta para o risco de a humanidade cair numa atitude de resignação perante os conflitos que marcam várias regiões do mundo.

Segundo Leão XIV, é necessário superar o sentimento de impotência que leva muitas pessoas a acreditar que um mundo sem guerras é impossível.

O encontro realiza-se na cidade natal do Pontífice e integra a iniciativa “Building Bridges”, lançada em 2022 pelo Papa Francisco para promover o diálogo e a cooperação entre estudantes e comunidades.

Na mensagem, Leão XIV lembra que a paz é um dom de Deus e não apenas a ausência de conflito, alertando para falsas formas de concórdia.

“Não é como a que o mundo nos oferece, que infelizmente muitas vezes é imposta com violência e engano.”

O Papa defende também um maior compromisso da comunidade internacional, apelando a uma colaboração que ultrapasse fronteiras, culturas e tradições religiosas.

Para isso, considera essencial uma cooperação interdisciplinar entre instituições, organizações, cientistas e líderes de vários setores, capaz de contribuir para a construção da paz.

Leão XIV sublinha ainda que a verdadeira harmonia é um caminho permanente de reconciliação, que envolve as relações entre pessoas, povos e também com a própria criação.

Nesse sentido, conclui, é necessário promover uma cultura de reconciliação capaz de contrariar a “globalização da indiferença” e recuperar a esperança de um mundo mais pacífico.

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