Padre Pierre morreu a ajudar vítimas de bombardeamento no Líbano
09 mar, 2026 - 22:24 • Ricardo Vieira, com agências
O número de deslocados ascende a 700 mil no Líbano uma semana após o início dos ataques de Israel, diz a UNICEF. Cerca de 500 pessoas morreram, indica o Governo de Beirute.
O padre Pierre El-Rahi, de 50 anos, foi morto esta segunda-feira por um bombardeamento em Qlayaa, no Sul do Líbano, uma semana após o início dos ataques de Israel contra o país vizinho.
O sacerdote maronita tinha ido ajudar as vítimas de um primeiro bombardeamento, quando foi atingido por uma segunda vaga de bombas, relatou ao site Vatican News o padre Toufic Bou Merhi, franciscano da Custódia da Terra Santa e pároco da comunidade latina no sul do Líbano.
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“O padre Pierre correu com dezenas de jovens para ajudar um paroquiano ferido; foi então que ocorreu outro ataque, outro bombardeamento sobre a mesma casa. O pároco ficou ferido. Foi transportado para um hospital local, mas acabou por falecer. Morreu praticamente à porta do hospital”, indica a mesma fonte.
O padre Toufic Bou Merhi recorda Pierre El-Rahi como “um verdadeiro apoio para os cristãos daquela zona”.
O Papa Leão XIV manifestou “profundo pesar” pelas vítimas dos bombardeamentos dos últimos dias no Médio Oriente, entre as quais “numerosas crianças” e aqueles que “prestam socorro”, como o padre Pierre El-Rahi.
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O Santo Padre “acompanha com preocupação o desenrolar dos acontecimentos e reza para que cesse o mais rapidamente possível toda a hostilidade”, indica a Sala de Imprensa da Santa Sé, através do seu canal no Telegram.
Numa semana de ataques de Israel contra alvos no Líbano morreram pelo menos 486 pessoas, entre as quais 83 crianças e 42 mulheres. A atualização do número de vítimas foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.
O número de deslocados ascende nesta altura a 700 mil no Líbano, de acordo com a UNICEF, agência da ONU.
“A deslocação em massa em todo o Líbano obrigou quase 700 mil pessoas — incluindo cerca de 200 mil crianças — a abandonar as suas casas, somando-se às dezenas de milhares já deslocadas por anteriores escaladas de violência”, afirmou Edouard Beigbeder, diretor regional da UNICEF, em comunicado.
“As crianças estão a ser mortas e feridas a um ritmo aterrador, as famílias fogem das suas casas com medo e milhares de crianças dormem agora em abrigos frios e sobrelotados”, acrescentou.
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