Vaticano
Papa pede fim da guerra no Médio Oriente. "Muitos inocentes" estão a morrer
09 mar, 2026 - 22:19 • Ricardo Vieira, com agências
Leão XIV “acompanha com preocupação o desenrolar dos acontecimentos e reza para que cesse o mais rapidamente possível toda a hostilidade”.
O Papa Leão XIV manifesta “profundo pesar” pelas vítimas dos bombardeamentos dos últimos dias no Médio Oriente, entre as quais “numerosas crianças” e aqueles que “prestam socorro”, como o padre Pierre El-Rahi.
O Santo Padre “acompanha com preocupação o desenrolar dos acontecimentos e reza para que cesse o mais rapidamente possível toda a hostilidade”, indica a Sala de Imprensa da Santa Sé, através do seu canal no Telegram.
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O padre Pierre El-Rahi, de 50 anos, foi morto esta segunda-feira em Qlayaa, no Sul do Líbano, uma semana depois do início dos ataques de Israel contra o país vizinho.
O sacerdote maronita tinha ido ajudar as vítimas de um primeiro bombardeamento, quando foi atingido por uma segunda vaga de bombas, relatou ao site Vatican News o padre Toufic Bou Merhi, franciscano da Custódia da Terra Santa e pároco da comunidade latina no sul do Líbano.
“O padre Pierre correu com dezenas de jovens para ajudar um paroquiano ferido; foi então que ocorreu outro ataque, outro bombardeamento sobre a mesma casa. O pároco ficou ferido. Foi transportado para um hospital local, mas acabou por falecer. Morreu praticamente à porta do hospital”, indica a mesma fonte.
O padre Toufic Bou Merhi recorda Pierre El-Rahi como “um verdadeiro apoio para os cristãos daquela zona”.
Numa semana de ataques de Israel contra alvos no Líbano morreram pelo menos 486 pessoas, entre as quais 83 crianças e 42 mulheres. A atualização do número de vítimas foi avançada esta segunda-feira pelo Ministério da Saúde.
O número de deslocados ascende nesta altura a 700 mil no Líbano, de acordo com a UNICEF, agência da ONU.
“A deslocação em massa em todo o Líbano obrigou quase 700 mil pessoas — incluindo cerca de 200 mil crianças — a abandonar as suas casas, somando-se às dezenas de milhares já deslocadas por anteriores escaladas de violência”, afirmou Edouard Beigbeder, diretor regional da UNICEF, em comunicado.
“As crianças estão a ser mortas e feridas a um ritmo aterrador, as famílias fogem das suas casas com medo e milhares de crianças dormem agora em abrigos frios e sobrelotados”, acrescentou.
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