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Igreja Católica: Estrutura que representa leigos quer ser "mais visível e reconhecida"

10 mar, 2026 - 05:30 • Ângela Roque

Dar a conhecer o que fazem e melhorar a comunicação dentro e fora da Igreja são prioridades da nova direção da Confederação Nacional das Associações de Leigos. Internamente, a aposta vai ser na formação e na cooperação, diz à Renascença o presidente deste organismo autónomo dos bispos que representa 50 associações e movimentos.

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Estrutura que representa leigos quer ser "mais visível e reconhecida"
Ouça a entrevista ao presidente da CNAL, Rui Teixeira

Eleita em novembro de 2025, a nova direção da Confederação Nacional das Associações de Leigos (CNAL) só em janeiro deste ano viu homologados os resultados pela Comissão Episcopal do Laicado e Família, porque, embora este seja um organismo autónomo da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), trabalha em parceria com os bispos que tutelam esta área dentro da Igreja.

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Representando 50 movimentos e associações de leigos, internamente a CNAL quer apostar na formação e na cooperação entre todos.

Em entrevista à Renascença, o presidente da CNAL, o médico Rui Lourenço Teixeira, diz que 2026 tem sido dedicado a contactos com as dioceses e com as estruturas representativas dos bispos, religiosos e institutos seculares.


A nova equipa da CNAL reuniu-se recentemente com a Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida, e diz ter sido recebida "com entusiasmo e expetativa face ao trabalho futuro". Começo por perguntar quais são as prioridades desta nova equipa para o mandato que agora estão a iniciar?

Acabámos de marcar os primeiros grandes eixos daquilo que queremos fazer neste mandato, que são apenas três anos, e fizemo-lo em consonância com os senhores bispos da Comissão Episcopal do Laicado e Família, com quem estivemos. Definimos três grandes linhas de atuação que, se formos ver, estão muito ligadas com a que é a missão da CNAL: por um lado, a unidade, a comunhão entre os membros, e outros que poderão vir a ser membros - e aqui os membros são associações de fiéis, movimentos laicais, comunidades novas, há uma realidade um bocadinho heterogênea. Queremos trabalhar no sentido da unidade e comunhão entre eles; (em segundo lugar) a formação, que é um pouco mais difícil, dada esta heterogeneidade, mas é algo que queremos trabalhar mais, neste sentido, mais ad intra, entre nós; e (em terceiro lugar) a missão, no sentido mais ad extra, reafirmar qual ou pode ser a missão dos leigos na nossa Igreja. Estes seriam os três grandes eixos.

A CNAL devia voltar-se mais para a valorização do leigo e do seu espaço na sociedade, mesmo que não faça parte de um movimento

O comunicado que divulgaram há dias sobre este encontro que mantiveram com os bispos, refere que a CNAL pretende tornar-se "mais visível e reconhecida no seio da sociedade civil e da Igreja". Como é que pretendem fazer isso?

Uma das missões da CNAL é sublinhar a importância da missão dos leigos - e (no site da CNAL), se formos ver membro a membro, percebemos rapidamente a missão de vários destes movimentos e associações de leigos.

Há que distinguir os leigos enquanto associações - podemos falar, por exemplo, do escutismo, ou do movimento Comunhão e Libertação, entre outros -, e os leigos no sentido mais individual e mais impregnado na sociedade. E é a isto que queremos dar visibilidade. Como? Primeiro, potenciando internamente a CNAL, que é uma estrutura pequena, mas potenciando e alimentando a participação dos membros na vida da CNAL. E o primeiro braço, como falava, era conhecermo-nos uns aos outros, potenciarmos algumas missões em comum, trocarmos também alguma formação, alguma dela até bastante técnica e prática, no sentido do que são as nossas missões. Estou a pensar, por exemplo, naqueles que trabalham mais nos setores sociais, nos setores dos jovens, etc. Esse será um primeiro passo para darmos visibilidade ao que fazemos. E reforçarmos a comunicação, eu diria em dois eixos, um mais para a sociedade civil - que eu acho que é o mais difícil, sinceramente...

A sociedade civil perceber o que é que são os leigos e o que é que são as associações que os representam?

Sim, primeiro porque quando falamos de leigos, na sociedade civil o leigo é o "leigo na matéria", é aquele que não entende nada do que se está a falar.

E na Igreja não é bem assim...

Não é nada disso, exatamente. Portanto reforçar a comunicação aí. E, por outro lado, reforçar a comunicação no seio da Igreja, neste pulmão mais diverso das várias estruturas que existem, umas mais formais, outras menos, num pulmão mais hierárquico. Também é importante para nós reforçarmos esta visibilidade junto dos senhores bispos, porque quase todos conhecem a CNAL, mas nem todos, e isso tem consequências ao nível das suas dioceses, daquilo que podemos interagir. É algo que gostávamos de fazer, embora sejamos uma pequena comissão, é difícil chegar a todas as dioceses, mas queríamo-nos aproximar um bocadinho mais das dioceses, também nesse sentido.

E estão a fazer esses contactos, ou vão começar a fazê-los?

Já começámos. Este comunicado que surgiu recentemente enviamo-lo aos órgãos de comunicação social, mas também o fizemos chegar à Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), e aos órgãos de comunicação oficiais das dioceses. Queremo-nos aproximar a dois níveis: do que os leigos fazem nas dioceses, sozinhos ou através dos movimentos, e também do conjunto dos bispos.

A CNAL não é um organismo da Conferência Episcopal, é um organismo autónomo, fundado por estas associações e movimentos, embora os estatutos tenham sido homologados pela CEP

A CNAL reúne 50 associações e movimentos ligados à Igreja. Estamos a falar de organismos muito diversos, desde a ACEGE - a Associação Cristã de Empresários e Gestores, à Ação Católica Rural, aos Médicos Católicos, passando pelo Corpo Nacional de Escutas, a que o Rui está ligado, e diversas fraternidades e movimentos. É um organismo que representa esta parte importante da Igreja.

Importante, abundante e heterogénea também.

Ou seja, nem todos os leigos estão ligados a um organismo específico, existem por si só, mas é uma parte muito importante da Igreja a que, sobretudo com o recente Sínodo sobre a sinodalidade, a hierarquia é convidada a olhar com mais atenção e a ter em conta?

Sim, sim. E acho que a CNAL também devia voltar-se mais para a valorização do leigo e do seu espaço na sociedade, mesmo que não faça parte de um movimento.

Mas, sobre os movimentos, talvez possamos dividi-los em dois grandes grupos: aqueles que crescem à luz de um carisma específico, que muitas vezes é partilhado com o Instituto de Vida Religiosa, por exemplo - estou a pensar nas Fraternidades Leigas de São Domingos.

Muitas congregações têm uma parte laical…

Exatamente. Ou outras comunidades novas, estou a pensar na Comunidade Emanuel, por exemplo. E outros, que têm missões muito específicas, aí cabe um conjunto grande de associações profissionais, como a Associação dos Médicos Católicos, de Psicólogos, ou de Juristas. São, de facto, muito heterogéneos, mas poderíamos dividi-los assim nestes dois grandes grupos, um carisma, espiritualidade, e outro a missão.

E estão todos representados pela CNAL, a nível nacional?

Estes estão representados pela CNAL. Obviamente que, conforme a matéria, nem sempre poderemos falar na sua vez, e eles têm - não todos, mas na sua maioria - uma estrutura operativa que, se calhar, até ultrapassa a estrutura da CNAL, muitos deles têm pessoas que trabalham profissionalmente para estes movimentos e associações, e agem em matérias muito diversas.

Para além dos bispos e das dioceses, pretendem também alargar os contactos aos organismos equivalentes à Conferência Episcopal, mas para os institutos religiosos, por exemplo?

Convém esclarecer que a CNAL não é um organismo da Conferência Episcopal, é um organismo autónomo, fundado por estas associações e movimentos, embora os estatutos tenham sido homologados pela CEP.

Através da Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida, que representa os leigos?

Exatamente. Não sei se podemos dizer que representa, mas que interage diretamente com as realidades laicais. São os senhores bispos que acompanham as realidades laicais, seja a Pastoral Juvenil, a Pastoral Familiar e os leigos como um todo.

Nós somos autónomos da Conferência Episcopal, mas, obviamente, somos parceiros e queremos ser parceiros diretos da CEP, como queremos ser parceiros diretos de outras realidades eclesiais. Porque acho que importa também perceber que o leigo não existe sozinho na Igreja, ocupa e deve ocupar um espaço, ter uma visibilidade, reforçar-se a dignidade que tem na Igreja, mas é também em colaboração, caminhando juntos com outras realidades. E essas realidades são também os Institutos religiosos, que também tem uma conferência que os une, que tem muita atividade.

Que é a CIRP, Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal.

Exatamente. E a Conferência dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP), com a qual já tivemos a oportunidade de reunir, porque queremos ser parceiros também destas realidades, que não são realidades laicais, apesar de muitas vezes partilharem o mesmo carisma e missões. Quantos institutos religiosos não têm missões que, hoje em dia, se apoiam muito nos leigos? Estou a pensar, por exemplo, no campo da educação ou no campo social.

A Igreja é uma estrutura que está sempre em caminho (...) Não é uma instituição em que cada um tem o departamento de X ou Y, como se fosse uma empresa

E que importância é que tem a CNAL no atual contexto eclesial em Portugal?

Eu penso que o contexto eclesial caracteriza-se, por vários desafios, caminhos e velocidades de caminho, também. Mas, acho que podemos dizer que se caracteriza muito pela caminhada sinodal que a Igreja Universal está a fazer, onde cada membro da Igreja deve refletir sobre a sua própria dignidade, seja um ministro ordenado, um leigo, uma mãe de família, um religioso, um consagrado, etc.

Este é o momento em que, olhando para nós e reconhecendo a nossa dignidade e a beleza de cada uma das nossas vocações, estendemos as mãos para ser Igreja. Por vezes ficamos presos nas nossas próprias dificuldades - estou a pensar, por exemplo, nos senhores bispos, na quantidade de dores de cabeça que têm nas suas dioceses; ou nos movimentos, nas problemáticas que têm, também financeiras, mas não só. Acho que este é um momento bonito - e tenho aqui à minha frente o documento final da Última Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos - para tentarmos ser Igreja neste sentido, tentarmos compreender que a Igreja é uma estrutura que está sempre em caminho, é algo que nos transcende, é habituada pelo Espírito Santo. Não é uma instituição em que cada um tem o departamento de X ou Y, como se fosse uma empresa. Não é uma empresa, é mais do que isso! E isso é, de certa forma, o que marca o ser Igreja hoje, e acho que a CNAL tem um papel aí, de ajudar os leigos a participar nessa Igreja.

Sim, porque quando pensamos nos desafios que o próprio Papa Francisco deixou ao lançar este processo sinodal, que tem agora como horizonte a Assembleia Eclesial 2028, a Igreja em Portugal é convidada a valorizar mais os leigos, mas os leigos também são convidados a ter um papel mais interventivo dentro da Igreja à qual pertencem?

Sem dúvida, nem faz sentido reclamar se não tivermos preparados para intervir, para participar.

E assumir funções, às vezes, de desgaste, que exigem trabalho. Por exemplo, o Rui é médico, já esteve ligado a organismos internacionais, como a Conferência Internacional Católica do Escutismo (CICE), e aceitou agora ser presidente da CNAL. São desafios que os católicos, independentemente daquilo que façam na sua vida profissional, devem ir assumindo?

Sim. Nesse campo mais pessoal, diria que faz parte da vocação laical abraçar este misto entre aquilo que é a nossa vocação profissional, que é uma componente muito importante... Não acho que a profissão fica de um lado e o ativismo beato de outro, não vejo as coisas assim, mas é cuidar da profissão - e, de facto, a minha profissão é bastante exigente -, do desenvolvimento profissional e da missão, nesse contexto, e cuidar também de servir a Igreja e a comunidade noutros âmbitos.

A minha vice-presidente é gestora, e não deixa de ser gestora no desempenho de uma função aqui na CNAL, e eu não deixo de ser médico no desempenho da função na CNAL. Acho que são duas faces da mesma moeda no ser leigo, uma faceta mais privada, onde depois também caberá a família e um conjunto grande de coisas.

Mas, essa experiência também enriquece a vida da Igreja?

Exatamente. O leigo tem essa, não sei se é uma moeda, se é mais um poliedro, como falava o Papa Francisco, para retratar a realidade. É multifacetado, e acho que essas facetas todas se articulam naquilo que são as nossas missões como leigos.

Quando falávamos sobre esta questão do Sínodo, recordava aqui o documento final que, referindo-se aos fiéis leigos, especificamente, diz que "devem ser oferecidas mais oportunidades de participação, explorando outras formas de serviço e ministério" - ministério é serviço -, e "em resposta às exigências pastorais do nosso tempo, num espírito de colaboração e responsabilidade diferenciada". E depois refere, em particular, a participação mais ampla dos leigos nos processos de discernimento e de decisão - que é sempre um tema duro - e um acesso mais alargado dos leigos a cargos de responsabilidade nas dioceses e nas instituições eclesiais, etc. Isto exige também preparação, dedicação.

Sabemos que é um caminho que está a ser feito, em Portugal, em velocidades diferentes, consoante as dioceses. Mas, qual é a sua avaliação, se é que a pode partilhar agora que está neste cargo? Como é que olha para o caminho sinodal que tem sido feito em Portugal? A Igreja está de facto a contar mais com os leigos?

Aqui não posso falar pela CNAL, só a nível pessoal, do que consigo ver. Concordo 100% que todas estas dinâmicas não são lentas, são lentíssimas! Aliás, o Papa Leão XIV está agora, todas as quartas-feiras, a dar catequeses sobre os documentos do Concílio Vaticano II, que foi há mais de 50 anos, ainda estamos a beber, a ver e a tirar do Concílio - e ainda bem! Ainda que numa escala menor, sobre o Sínodo que acabamos de viver...

Agora com este horizonte da Assembleia Eclesial, há trabalho que tem de estar a ser feito...

Esperemos que sim. Saíram agora notas sobre duas comissões especializadas que saíram da Assembleia sinodal de Outubro de 2024, a Secretaria do Sínodo libertou isso recentemente. Portanto, há trabalho que vai sendo feito, provavelmente saiu da esfera mediática porque também acabou a Assembleia. O que importa é que há trabalho que vai sendo feito, também a nível local, nas dioceses.

Há ainda uma coisa muito importante, um outro aspeto, que se deve dizer acerca dos leigos na Igreja, não contradizendo aquilo que estávamos a falar da minha profissão e do desempenho destas funções: é sobre os leigos e a sua função como profissionais na Igreja. Estou a pensar na comunicação, na gestão, numa série de necessidades que, por exemplo, as dioceses têm e que muitas vezes até são melhor colmatadas por leigos, porque têm essa preparação, a vocação e a diferenciação para o fazer. E acho que, pouco a pouco...

Vai-se reconhecendo a importância de se contar com essa ajuda?

Vai-se dando espaço. Estou a pensar na Pastoral Juvenil, a nível nacional, temos um leigo que é responsável. Estou a pensar em órgãos de comunicação de várias dioceses em que também assim é, e acho que é por aí...

A Praça Central foi uma iniciativa que teve algum impacto nos últimos anos, organizada pela CNAL. É para manter? Vai haver uma Praça Central em 2026?

Em 2026, certamente que não. Começou com uma iniciativa chamada Encontro Nacional de Leigos, pouco depois de se criar a CNAL - que é herdeira de um outro organismo semelhante.

Que já vinha da década de 80.

Exatamente, e que foi revitalizado com a criação da CNAL, em 2012. Teve dois mandatos com uma direção, dois mandatos com outra direção, e esta é a terceira direção, digamos assim.

Sobre a Praça Central, a que chamávamos antes Encontro Nacional de Leigos, nas últimas edições tem tido este nome de Praça Central, e parece-nos que faz sentido, em duas lógicas: na formação, na leitura coletiva, abrangente, e voltada para fora dos sinais dos tempos. Ou seja, não só nós nos movimentos, nas nossas realidades, pensarmos sobre determinadas temáticas, como a amizade social, a inteligência artificial - uma série de temáticas que têm sido faladas nesses eventos -, não sermos só nós, mas convidar pessoas de fora que nos ajudem, e até (não gosto desta expressão, mas...) "fora da caixa" da Igreja, para nos ajudar a refletir. Parece-nos que faz sentido construir algo assim, não nos parece que seja a primeira das prioridades, está a faltar trabalhar mais ad intra, conhecer cada um dos movimentos, cada uma das suas tarefas, das suas dificuldades, dos seus desafios, e ver como é que a CNAL pode ajudar. Para já, vamos começar por esse trabalho mais ad intra.

Essa é a prioridade? É uma espécie de arrumar a casa, não no mau sentido, mas no sentido de a perceber, de a conhecer melhor?

De a conhecer. Também é uma casa que está sempre em mudança.

O mundo também está em mudança e exige que todos os movimentos da Igreja também se atualizem e se adaptem às novas circunstâncias?

E nós queremos também perceber da parte dos movimentos que contributos podem dar para a CNAL, o que é que precisam da CNAL, e construir uma eventual Praça Central, ou com outro nome, mas construir, não no sentido de criar um evento, mas de espoletar processos.

E isso vai demorar. Portanto, em 2026 não será?

Sim, vai levar tempo.

Há muito espaço para contarmos com a ajuda de muitas pessoas. Uma das coisas que estamos a querer fazer (...) é a preparação e implementação de um conjunto de comissões em matérias diferentes, da sustentabilidade financeira, à formação e à comunicação

Quer deixar algum convite aos leigos para esta fase que agora começa, para que possam ficar a conhecer melhor a CNAL, se tiverem o desejo de participar?

O convite seria para aprofundarem, antes de mais, a sua vocação laical, porque eu acho que nós, leigos, temos que aprofundá-la, sermos orgulhosos dela e espelhá-la para fora. Isso pode ser feito a nível individual, outras vezes teremos que nos juntar para fazer brilhar essa vocação, que às vezes é esquecida. É como o leigo que "não sabe nada da matéria", nesse sentido. Cada um aprofundar e pôr-se em contacto com outros para perceber o que é que é isto de eu ser leigo, o que é que me é pedido como leigo.

Noutro sentido mais operativo, a quem faça parte de movimentos, ou mesmo a quem não faça, a CNAL está super disponível para ouvir, partilhar desafios, construir em conjunto e, como já falámos, de uma estrutura que é... não quero dizer precária, mas pouco elaborada, pouco...

Pouco profissionalizada? Não é uma empresa, nesse sentido...

Exatamente. Portanto, há muito espaço para contarmos com a ajuda de muitas pessoas. Uma das coisas que estamos a querer fazer, e que definimos na última reunião da Comissão Permanente, é a preparação e implementação de um conjunto de comissões em matérias diferentes, da sustentabilidade financeira, à formação e à comunicação. Comissões ou grupos de trabalho, como lhe queiramos chamar. E não é, de todo, necessário, nem desejável, que seja o coordenador deste ou daquele movimento, mas que sejam leigos que acreditam nesta missão e que queiram participar.

Na minha experiência de outras coisas que já tenho vindo a fazer, às vezes não serve só alguém pedir-nos uma responsabilidade, é preciso que nos empenhemos nas coisas. Podem pedir-me para presidir ou colaborar em algo, mas eu não vou fazer nada se não tiver a companhia ou o entusiasmo de outros. Estas coisas não se fazem sozinhas. Mesmo que eu fosse reformado e tivesse todo o tempo do mundo, não acredito que fosse possível presidir e levar a CNAL sozinho para a frente. Estas coisas fazem-se em conjunto.

O desafio que deixo é passarem pelo site da CNAL, conhecerem melhor o que fazemos, verem algumas notícias que estão por lá e contactarem-nos.

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