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Papa: “Que o sangue derramado pelo padre Pierre seja semente de paz no Líbano”

11 mar, 2026 - 10:48 • Aura Miguel

Na catequese desta quarta-feira, Leão XIV prosseguiu as reflexões sobre a Igreja e o documento conciliar Lumen Gentium.

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Leão XIV lamentou esta quarta-feira o agravamento da guerra no Líbano e em todo o Médio Oriente e solidarizou-se, de modo especial, com os cristãos do sul do Líbano que choram a morte do seu pároco.

“Celebra-se hoje em Qlayaa o funeral do padre Pierre El Raii, pároco maronita de uma das aldeias cristãs do sul do Líbano, que nestes dias estão a viver, uma vez mais, o drama da guerra. Estou próximo de todo o povo libanês neste momento de grave provação”, disse no final da Audiência geral desta quarta-feira.

O padre Pierre foi um verdadeiro pastor que permaneceu sempre ao lado do seu povo com o amor e o sacrifício de Jesus, o Bom Pastor. Assim que soube que alguns paroquianos tinham ficado feridos por um bombardeamento, não hesitou e correu para os socorrer. Queira o Senhor que o seu sangue derramado seja uma semente de paz para o amado Líbano”, afirmou.

O Santo Padre renovou o seu apelo à paz, pedindo a colaboração de todos: “Continuemos a rezar pela paz no Irão e em todo o Médio Oriente, especialmente pelas inúmeras vítimas civis, incluindo muitas crianças inocentes. Que as nossas orações sejam um consolo para os que sofrem e semente de esperança para o futuro”.

A Igreja como profecia de unidade epaz

Na catequese desta manhã, Leão XIV prosseguiu as reflexões sobre a Igreja e o documento conciliar Lumen Gentium.

“A Igreja é una, mas inclui todos”, afirmou. O que une o Povo de Deus, constituído por homens e mulheres de todas as nações, “não é uma língua específica nem uma determinada cultura, mas a fé em Jesus, o Messias, que dá a cada um a grande dignidade de ser filho e filha de Deus”. E acrescentou: “É um grande sinal de esperança – sobretudo nos nossos dias, marcados por tantos conflitos e guerras – saber que a Igreja é um povo no qual coexistem, em virtude da fé, mulheres e homens de diferentes nacionalidades, línguas ou culturas: é um sinal colocado no próprio coração da humanidade, uma recordação e profecia daquela unidade e paz para as quais Deus Pai chama todos os seus filhos”.

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