Vaticano
“Quem faz a guerra terá coragem de se confessar?”, pergunta Leão XIV
13 mar, 2026 - 16:08 • Aura Miguel
Papa lança o desafio: “Poder-se-á perguntar: será que os cristãos que carregam grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de empreender um sério exame de consciência e confessar os seus pecados?”
O Papa desafiou esta sexta-feira os responsáveis pela guerra à humildade e coragem para fazerem “um sério exame de consciência e confessar os seus pecados”.
Num discurso aos participantes num Curso sobre o Foro Interno, Leão XIV sublinhou que “a dinâmica de unidade com Deus, com a Igreja e dentro de nós mesmos é um pré-requisito para a paz entre indivíduos e povos”. Por isso, “só uma pessoa reconciliada é capaz de viver desarmada e desarmante!”
O Sacramento da Reconciliação é, pois, um "laboratório da unidade" que restabelece a unidade interior da pessoa e a unidade com a Igreja e, “consequentemente, promove também a paz e a unidade na família humana".
Neste processo, só os “que deixam de lado as armas do orgulho e se deixam ser continuamente renovados pelo perdão de Deus, se tornam agentes de reconciliação na vida quotidiana e neles se concretizam as palavras atribuídas a São Francisco de Assis: "Senhor, fazei de mim um instrumento da vossa paz".
Neste contexto, o Papa lança o desafio: “Poder-se-á perguntar: será que os cristãos que carregam grande responsabilidade nos conflitos armados têm a humildade e a coragem de empreender um sério exame de consciência e confessar os seus pecados?”
Leão XIV incentivou os jovens sacerdotes e futuros padres participantes no Curso a privilegiarem a confissão, definindo-a como “a nobre tarefa de reconstruir a unidade do povo com Deus”, acrescentando que “toda a vida sacerdotal pode ser plenamente realizada pela celebração assídua e fiel deste Sacramento”. E apontou para o exemplo de muitos sacerdotes que se tornaram santos no confessionário: “Basta pensar em São João Vianney, São Leopoldo Mandić e, mais recentemente, São Pio de Pietrelcina e o Beato Miguel Sopoćko”, concluiu.
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- 18 abr, 2026








